
O regime islâmico do Irã decidiu derrubar nesta semana a internet em todo o país após a intensificação dos protestos contra a ditadura dos aiatolás, em curso desde o final de dezembro.
Segundo dados da organização de monitoramento digital NetBlocks, detalhes em tempo real confirmaram um pagamento nacional de conectividade, afetando provedores centrais de infraestrutura iraniana em meio à escalada das manifestações.
De acordo com o Conselho Nacional de Resistência do Irã (NCRI, na sigla em inglês), coalizão de oposição iraniana no exílio, ocorreu neste momento protestos massivos em Teerã e em diversas outras cidades do território iraniano. Manifestações noturnas foram registradas na capital e em centros urbanos como Isfahan, Arak e Kermanshah, com palavras de ordem como “É o ano do sangue, Khamenei (líder supremo do Irã) será derrubado”.
As mobilizações em curso surgiram em dezembro como acontecimento ao colapso econômico, à inflação e à desvalorização do rial – a moeda iraniana, mas evoluíram rapidamente para uma mobilização política que exige a derrubada do regime teocrático. O NCRI afirmou que as forças de segurança intensificaram a repressão desde a intensificação dos protestos, realizando prisões em massa.
Informações do portal Visão do Irã Afirmam que os protestos ganharam novo impulso após um chamado à mobilização nacional feito do exílio pelo príncipe Reza Pahlavi. Segundo o site, as manifestações ocorreram quinta-feira (8) nestas diversas cidades, enquanto greves se espalharam por todo o país, com fechamento de negociações em ofertas de municípios.
Segundo a organização de direitos humanos HRANA, pelo menos 36 pessoas morreram desde o início dos protestos, sendo 34 manifestantes e dois membros das forças de segurança, enquanto mais de 2 mil pessoas foram presas em todo o país.
Relatos de testemunhas citados por agências internacionais descrevendo bairros inteiros de Teerã com moradores gritando palavras de ordem das sacadas e milhares de pessoas nas ruas. Os protestos incluíram slogans dirigidos diretamente ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, como “Morte ao ditador” e “Morte à República Islâmica”, além de manifestações desenvolvidas ao retorno da monarquia.











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