
O presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, confirmou a libertação de 100 estudantes sequestrados no mês passado na Escola Católica de Ensino Fundamental e Médio St.
“Recebi informações sobre o retorno são e salvos de 100 estudantes da escola católica do estado do Níger”, afirmou o presidente em um comunicado divulgado na noite de segunda-feira por seu porta-voz, Bayo Onanuga.
Tinubu parabenizou as agências de segurança por “seu firme trabalho para garantir o retorno seguro dos estudantes às suas famílias desde o lamentável incidente de 21 de novembro”.
“Minha diretriz para nossas forças de segurança continua sendo que todos os estudantes e demais nigerianos sequestrados em todo o país devem ser resgatados e reembolsos para casa sãos e salvos. Devemos prestar contas de todas as vítimas”, ressaltou o mandatário.
Tinubu se instou como forças de ordem a “prevenir futuros sequestros”.
“Nossos filhos – acrescentou – não devem mais ser presas simples de terroristas impiedosos que tentam interromper sua educação e submetê-los, assim como a seus pais, a um trauma indescritível”.
A Associação Cristã da Nigéria (CAN, na sigla em inglês) já havia confirmado à Agência EFE ontem a liberação de 100 alunos do centro católico.
Dos 303 estudantes e 12 membros do corpo docente raptados por indivíduos armados, cerca de 50 conseguiram escapar por meio próprio entre 21 e 22 de novembro.
Ainda permanece em cativeiro 153 menores e todo o corpo docente.
Após o sequestro em massa, o governo da Nigéria tentou o fechamento temporário de 41 escolas nos estados de Níger, Kebbi (noroeste), Plateau e Benue, na região central do território, que são os principais focos de raptos e ataques armados.
Segundo um relatório do Unicef publicado em abril de 2024, apenas 37% dos colégios de dez estados da Nigéria afetados por conflitos contam com sistemas de alerta precoce contra ameaças.
Alguns estados da Nigéria, sobretudo no centro e noroeste do país, sofrem ataques constantes por parte de grupos criminosos que cometem assaltos e sequestros em massa para pedir resgates, às quais as autoridades rotulam ocasionalmente de terroristas.
Essa insegurança soma-se à atividade do grupo extremista Boko Haram desde 2009 no nordeste do país e, a partir de 2016, de sua dissidência, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês).
Em 2014, o Boko Haram sequestrou 276 meninas em uma escola da aldeia de Chibok, no nordeste da Nigéria, fato que causou comoção dentro e fora do país.
Embora tenham escapado de seus sequestradores, ao menos 91 – segundo a ONU – continuam sem retornar às suas casas.

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