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Nanda Tsunami une sexo, misticismo e terapia no rap e viraliza com hit que homenageia Pitty

Redação Por Redação
23 de fevereiro de 2026
Em Celebridade, Celebridades, Cinema, Entretenimento, Eventos, Famosos, Música, TV e Cinema
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Nanda Tsunami une sexo, misticismo e terapia no rap e viraliza com hit que homenageia Pitty
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O que acontece entre quatro paredes deve ficar entre elas? Para Nanda Tsunami, nem sempre. Dona do hit “PITTY (Parecendo Uma Cafetina)”, que já soma mais de 25 milhões de reproduções nas plataformas digitais, o rapper paulista vem conquistando espaço no rap nacional ao misturar sexo, espiritualidade e terapia. Nascida e criada no centro de São Paulo, Fernanda Xavier Ferreira Santana, 26 anos, sempre quis ser artista. Cresceu assistiu a DVDs piratas com clipes internacionais de pop, sampa e black music dos anos 2000, mas foi só durante a pandemia de Covid-19 que começou a ser composta. A primeira faixa, “Novinho Chora”, nasceu de um término conturbado. Mais do que falar o que sentiu, ela escreveu o que gostaria de estar sentindo, com atitude e confiança que já apontavam para a estética que desenvolveria depois. Desde então, lançou o EP “Temporada de Tsunami” (2024) e o álbum de estreia “É Disso Que Eu Me Alimento” (2025), projetos que transitam entre funk paulista, trap, R&B, afrobeats e música eletrônica. A relação com o funk vem da adolescência. Criada em uma família conservadora, ela ouvia o gênero fora de casa. O apelido “Tsunami” surgiu como referência à faixa “Angra dos Reis”, do funkeiro MC Daleste, assassinado em 2013. Sexo como narrativa de poder A sexualidade é um dos pilares da obra do rapper. Em vez de tratar o sexo como tabu ou provocação vazia, ela o usa como ferramenta narrativa e símbolo de autonomia feminina. Em “PITTY”, faixa que viralizou nas redes sociais, Nanda subverte a lógica tradicional do rap — historicamente marcada por discursos masculinos de dominação. Capa do single ‘PITTY (Parecendo Uma Cafetina)’ de Nanda Tsunami Divulgação redes sociais A música nasceu como resposta ao verso “Nóis te quebra e te devolve para o frango que te ama” do funkeiro MC Negão Original. No refrão, ela inverte a dinâmica e ironiza a postura de homens que objetificam mulheres. A faixa ainda conversa com “PIMP”, de 50 Cent, ao samplear a faixa e usar referências ao universo das cafetinas para ironizar os bastidores da indústria musical, onde — segundo ela — mulheres muitas vezes são desvalorizadas ou assediadas. A sigla PITTY também é homenagem à cantora Pitty, citada na letra. A própria rockeira entrou na brincadeira nas redes sociais, reforçando a repercussão da faixa. Nanda Tsunami Divulgação redes sociais / Onerpm Para Nanda, falar de sexo é também falar de identidade: Ela cresceu sob o peso da sexualização precoce e, ao longo dos anos, passou a questionar o que era desejo genuíno e o que era expectativa imposta. “É entender o que eu realmente gosto e o que eu faço só para gostar, sabe?… Quando você se abre para o sexo, (na visão de algumas pessoas) é como se todas as suas coisas boas caíssem por terra”. Conta em entrevista ao g1. Em suas músicas, o sexo não aparece como culpa, mas como extensão da chamada “divindade feminina”, conceito que conecta corpo, espiritualidade e autoestima. Misticismo, meditação e terapia A espiritualidade começou na vida do artista paralelamente ao início da carreira musical. Práticas como meditação guiada e Ho’oponopono fizeram parte do processo criativo. A faixa de abertura do EP “Temporada de Tsunami” recria uma sessão de meditação e conduz o ouvinte por uma experiência quase sensorial. Não é um recurso isolado: a busca pelo autoconhecimento atravessa toda a discografia. “Você entende que as respostas estão dentro da sua cabeça, mas é um processo de refinamento para saber o que é resposta e o que é loucura”. Esse olhar terapêutico aparece também nas letras sobre insegurança e vulnerabilidade. Em “Pq Você Não Me Liga?”, do álbum “É Disso Que Eu Me Alimento”, ela questiona se a exclusão do parceiro tem relação com seu corpo, seu jeito ou seu cor de pele. ‘É Disso Que Eu Me Alimento’ Nanda Tsunami Divulgação / redes sociais No novo single “Faço Acontecer”, Nanda aprofunda a estética mística que vem construindo na carreira. No clipe, surge como uma espécie de feiticeira contemporânea, espalhando energia e transformação por onde passa, quase como um ritual pop de “manifestar coisas boas” para quem cruza seu caminho. Entre batidas eletrônicas e versos explícitos, há uma reflexão constante sobre autoestima e saúde emocional. Comunidade e identificação Outro fator decisivo para o crescimento de Nanda foi a comunidade de fãs, majoritariamente feminina. Suas letras, baseadas em experiências pessoais ou desejos não realizados, criam identificação direta com ouvintes que a enxergam como amiga ou irmã mais velha. “Se hoje eu não preciso bater ponto e pegar metrô, é porque tem gente consumindo meu trabalho. É uma relação de troca”. A proximidade com o público é parte da estratégia. Diferentemente de muitos artistas que constroem personagens distantes, Nanda aposta em uma comunicação direta e emocional. Mais do que um sucesso, Nanda Tsunami construiu uma identidade artística que une erotismo, misticismo e autoconhecimento. Nanda Tsunami nas fotos de divulgação do single ‘Faço Acontecer’ Divulgação redes sociais / Onerpm Se em uma primeira audição suas músicas podem soar apenas como provocação em cima de batidas dançantes, um olhar mais atento revela uma narrativa sobre poder, autoestima e autoestima. Ao colocar o sexo no centro da conversa, e ligá-lo à espiritualidade e à terapia, ela desafia a ideia de que o desejo feminino e a profundidade não podem coexistir. E, para um rapper, talvez seja justamente o contrário: o que acontece entre quatro paredes, também precisa ser falado fora delas.

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Tags: hithomenageiamisticismoNandaPittyrapsexoTerapiatsunamiuneviraliza
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