
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta segunda-feira (2) que as Forças Armadas precisam de mais investimentos em meio à escalada das tensões no conflito do Oriente Médio. Para o ministro, o Brasil precisa ficar atento, porque “não existe mais ninguém desarmado no mundo”, defendendo que o país invista 2% do Produto Interno Bruto (PIB).
“Eu sempre digo que o mundo todo se armou. Não existe mais ninguém desarmado. (…) Desarmado não tem mais ninguém no mundo, de maneira que eu acho que a gente vai ter que conviver permanentemente neste conflito”, afirmou.
Múcio fez declarações durante a solenidade da primeira incorporação de mulheres ao Serviço Militar Inicial Feminino, em Brasília. Ele afirmou ainda que o país acompanha com atenção os desdobramentos da guerra e que, até o momento, não houve nenhuma solicitação formal de repatriação por parte de brasileiros. Ele ponderou, no entanto, que com todos os países armados a “maior arma” deveria ser a “diplomacia”.
Não é a primeira vez que Múcio reclama de baixos investimentos do país no fortalecimento da capacidade militar e bélica brasileira. Em setembro, na Comissão de Relações Exteriores, no Senado Federal, o ministro alertou que o Brasil é o país da América do Sul que destina o menor percentual do PIB para a Defesa.
“Não é porque vivemos hoje em paz que podemos garantir que estaremos para sempre em paz. Testemunhamos o mundo em rápido processo evolutivo: Saímos de uma era pós-industrial para uma era de tecnologias disruptivas; hoje conversamos em sistemas antimísseis, mísseis hipersônicos, armas a laser, inteligência artificial e outros recursos”, declarou aos parlamentares.

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