
O presidente da Argentina, Javier Milei, modificou uma postura pragmática ao falar da relação com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante uma entrevista à Bloomberg no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
“Temos uma relação madura. Não se trata de uma batalha ideológica ou de uma disputa por artigos acadêmicos. As vidas de milhões de pessoas estão em jogo”, disse o jornalista John Micklethwait depois de ser questionado sobre o distanciamento que mantém do petista.
Apesar da declaração contida sobre o líder da esquerda brasileira, ao ser provocada pelo entrevistador, Milei brincou que não daria o nome de “Lula” aos seus cachorros, por se tratar de um “insulto”.
“Você vai chamar um dos seus cachorros de Lula?”, questionou a Bloomberg. Milei simplesmente respondeu que jamais daria o nome de alguém de esquerda aos seus cachorros. “Eu os amo muito para insultá-los”, declarou.
O argentino batizou os animais com os nomes de dois economistas liberais que ele admira: Milton Friedman e Murray Rothbard.
Lula e Milei não são vistos como aliados ideológicos no cenário internacional e, em muitos benefícios, o petista foi alvo de críticas do líder da Casa Rosada, que tem se apresentado como um representante do presidente dos EUA, Donald Trump, na região.
Um episódio recente que confirmou esse distanciamento entre os dois ocorreu no último dia 11, quando o argentino afirmou que não vê qualquer razão para dialogar com Lula a respeito da crise na Venezuela, assunto que eles se posicionaram em lados antagônicos.
Naquela ocasião, Milei ainda se manifestou publicamente a sua preferência pela vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial do Brasil, que acontece em outubro.












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