Manifestantes se mobilizaram nas ruas de Cuba na noite de sexta-feira (13) para protestar contra a situação precária do país, liderada pelo regime de Miguel Diáz-Canel. O foco dos protestos foi Ciego de Ávila, onde os manifestantes chegaram a incendiar a sede local do Partido Comunista de Cuba (PCC).
Os episódios ocorreram em meio a uma pressão crescente dos EUA pela queda da ditadura comunista. Nesta sexta, o regime admitiu que está mantendo contato com representantes do governo de Donald Trump para “encontrar saídas” ao impasse entre os países.
Relatos de redes sociais compartilhadas por moradores e de portais locais, como o Cubanet, mostram inúmeras pessoas caminhando pelas ruas batendo panelas e entoando slogans como “Liberdade!”. Em alguns vídeos, também é possível ver motocicletas atravessando a multidão, iluminando o caminho com seus óculos na escuridão causada pelos cortes de energia.

O jornal cubano Invasor Relatou que um grupo de manifestantes chegou à sede municipal do Partido Comunista de Cuba (PCC) durante a madrugada e conseguiu retirar móveis da área de recepção e, em seguida, atearam fogo neles no meio da rua.
Uma das opositoras do regime, a ativista cubana Rosa María Payá, que foi nomeada membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em julho do ano passado, denunciou relatos de tiroteios durante as manifestações.
“Há relatos de tiroteios policiais em Morón contra pessoas desarmadas e importadoras”, afirmou no X.
O portal argentino Informações Informou que um jornalista independente que estava no local confirmou que um manifestante foi atingido na coxa pelos disparos. A mobilização ocorreu após uma interrupção no acesso à internet na cidade.
O relatório mais recente divulgado pela ONG Defensores dos Presosque acompanha a situação dos presos políticos na ilha, revela que o regime de Cuba prendeu 28 críticos do regime por razões políticas somente no mês de fevereiro – 23 homens e 5 mulheres. Além disso, 21 nomes foram retirados da lista de presos políticos, em conformidade com o cumprimento de penas quase cinco anos após os grandes protestos de 11 de julho de 2021.
A organização destaca que nem todos os nomes retirados da lista foram libertados. Uma das remoções ocorreu devido à morte por tortura e negligência médica do preso político Luis Miguel Oña Jiménez.

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