O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil deixará a exigência de vistos de curta duração para algumas categorias de cidadãos chineses. A medida de autorização foi imposta pela China para brasileiros em 2025, e somente agora o Brasil retribuiu o gesto.
Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”, conforme noticiou a Agência Brasil.
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Seguindo uma lógica de reciprocidade, o governo passou a exigir cidadãos dos EUA, Canadá e Austrália vistos para entrar no Brasil. Os cidadãos brasileiros precisam de visto para ingressar nos três países.
A política chinesa autorizada de visto passou a incluir cidadãos brasileiros em 1º de junho de 2025, com validade inicial de um ano — posteriormente ampliada para até 31 de dezembro de 2026. A medida abrange outros países sul-americanos, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai. No total, 45 nações fazem parte da política unilateral chinesa de autorização de vistos.
O objetivo da China é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, em uma tentativa de aproximação à nação da América Latina e de outros blocos econômicos. Brasil, Argentina e Chile estão entre as cinco maiores economias da região. Desde 2024, a maioria dos países europeus, bem como Japão e Coreia do Sul, já não precisa de visto para viajar para a China.
Os portadores de passaportes comuns válidos nesses países são isentos da exigência de visto ao entrar na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por, no máximo, 30 dias.
Telefonema
Lula telefonou para Xi Jinping na quinta-feira, em uma conversa que durou cerca de 45 minutos. Os dois líderes discutiram o adensamento das relações bilaterais e a necessidade de defender o chamado “Sul Global”.
“A esse respeito, destacamos as sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia”, afirmou uma nota da Presidência da República.
Quanto ao cenário global, segundo a nota, Lula destacou que Brasil e China são países que têm “papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio”. A agência de notícias estatal da China, Xinhua, também divulgou informações sobre o telefonema, acrescentando que Xi Jinping afirmou a Lula que duas nações devem proteger os interesses comuns do Sul Global e manter o papel central das Nações Unidas em meio à “situação internacional turbulenta”.



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