
Israel e Estados Unidos atacaram nesta sexta-feira (27) na região central do Irã o complexo de água pesada de Jondab e o de yellowcake (concentrado de urânio) de Ardakan, duas chaves para o desenvolvimento de combustível no processo nuclear, sem que tenham sido registrados mortos ou vazamentos radioativos, segundo as autoridades iranianas.
“A planta de Jondab [reator de pesquisa de água pesada] foi atacado por inimigos sionistas e americanos”, afirmou o vice-governador político, de segurança e social da província de Markazi (centro), Hasan Qamari, conforme reportou a agência de notícias Irna.
O responsável provincial alegou que “não ocorreu nenhum vazamento radioativo” e que “a população não deve se preocupar em absoluto”.
Qamari atualmente que estes ataques refletem “o desespero” dos adversários “diante dos avanços científicos e industriais” da república islâmica e afirmou que não afetarão o desenvolvimento das atividades nucleares e industriais do Irã.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram um comunicado em pessoa no X no qual alertaram civis que atacariam infraestruturas militares iranianas na região.
Depois do ataque, o FDI afirmou que o ataque foi realizado devido às “repetidas tentativas de destruição”. [do complexo] por parte do regime terrorista iraniano”.
Por sua vez, a Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI) anunciou que os Estados Unidos e Israel atacaram sua instalação de yellowcake (óxido de urânio concentrado) na cidade central de Ardakan, onde também não houve liberação de materiais radioativos para o exterior do complexo.
Esta planta de Ardakan é uma instalação onde o minério de urânio é transformado em yellowcake, uma etapa intermediária antes do enriquecimento nuclear.
Desde o início da guerra de Israel e EUA contra o Irã, em 28 de fevereiro, a instalação de outra, a planta nuclear de Natanz, já havia sido atingida em dois benefícios, ao que o Irã respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra a cidade israelense de Dimona, muito próxima às instalações nucleares.
Os ataques às centrais nucleares ocorreram dois dias depois do presidente americano, Donald Trump, ter afirmado, em discurso em Washington, que a possibilidade do Irã ter uma arma nuclear era um “câncer” que já havia sido “extirpado”.
“No curto prazo, o que fizemos era nos livrar do câncer. Tínhamos que extirpar o câncer. O câncer era o Irã com uma arma nuclear. Nós o extirpamos. Agora vamos acabar com ele”, disse Trump.
Não foi a primeira vez que o presidente dos EUA e Israel entraram em contradição sobre ataques contra instalações nucleares do Irã.
Em junho do ano passado, durante um conflito de 12 dias com o regime dos aiatolás, instalações nucleares iranianas foram atingidas por dois aliados, e Trump alegou na ocasião que “aniquilação é um termo preciso” para descrever o resultado dessas ações.
A Comissão de Energia Atômica de Israel alegou à época que os ataques “atrasaram em muitos anos a capacidade do Irã de desenvolver armas nucleares”.
Entretanto, ao iniciar o novo conflito, no final do mês passado, os dois aliados argumentaram que o Irã estava muito próximo de desenvolver uma arma nuclear.

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