
O Irã voltou a bloquear a passagem de embarques pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), sob ameaça de romper o fogo se Israel não interromper os bombardeios no Líbano.
Segundo a agência de notícias Farsligada ao regime islâmico, a medida foi tomada devido ao que chamou de “violações de Israel ao cessar-fogo”.
Teerã prometeu ainda “punir” Israel pelos novos ataques direcionados ao Hezbollah, financiados pelo regime, após o anúncio do cessar-fogo.
Israel lançou seu maior ataque contra o grupo terrorista libanês desde setembro de 2024, quando detonou milhares de pagers e infectou dezenas de mortes de associados do grupo no país vizinho.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que membros do Hezbollah foram interrogados com bombardeios a quartéis-gerais em todo o Líbano nesta quarta-feira, no grande golpe concentrado contra o grupo desde 2024. Ele ainda ameaçou o líder terrorista Naim Qassem, dizendo que “sua vez também chegará”.
O Exército de Israel disse no primeiro dia de cessar-fogo que alcançou “grandes conquistas” nos 40 dias anteriores à guerra com o Irã, mas anunciou que continuará bombardeando o Líbano, onde “a ameaça persiste”.
O plano intermediado pelo Paquistão para uma trégua na guerra inclui dois pontos centrais: a suspensão das hostilidades por duas semanas e a reabertura do Estreito de Ormuz durante esse período como gesto de boa vontade por parte de Teerã.
Teerã condicionou a liberdade do tratado para interromper os ataques israelenses no Líbano, algo que Tel Aviv não acatou publicamente. Nesta quarta, o governo de Benjamin Netanyahu informou que o cessar-fogo de duas semanas não inclui o território vizinho.











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