
O regime islâmico do Irã está obrigando os participantes dos protestos capturados pelas forças militares a assumir publicamente, em especial da televisão estatal, a responsabilidade por crimes que não cometeram, segundas denúncias de organizações de direitos humanos e reportagens da imprensa internacional.
De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), Ao menos 240 chamadas “confissões forçadas” foram exibidas pela TV estatal iraniana nas últimas semanas, um número considerado sem precedentes. Conforme a entidade, milhares de pessoas já foram presas desde o início das manifestações em curso regime contra o regime teocrático, e parte dos detidos passaram a ser utilizados em vídeos apresentados pela ditadura islâmica como “prova” de envolvimento em atos criminosos.
Segunda reportagem emissora França 24os vídeos mostram homens e jovens com o rosto desfocado, sob música dramática, afirmando ter comportamento “erros” ou participação de ações violentas. Em diversos casos, os detidos parecem admitir supostos crimes como atacar forças de segurança, receber dinheiro de opositores do regime ou manter contato com grupos considerados “inimigos do Estado iraniano”.
Ativistas ouvidos por organizações de direitos humanos afirmam que essas declarações estão sendo obtidas sob tortura física e psicológica. De acordo com a Anistia Internacional, há relatos de que as autoridades do regime iraniano obrigaram os presos a repassar documentos que não puderam ler e gravar “confissões” relacionadas a delitos inexistentes ou a atos pacíficos de dissidência. A entidade foi classificada como gravação como vídeos de propaganda.
As autoridades iranianas atribuem os protestos em curso no país a inimigos externos, como Estados Unidos e Israel, acusação que é rejeitada por organizações de direitos humanos.
Especialistas ouvidos pela agência AFP alega que o uso de confissões televisadas é uma prática recorrente do regime iraniano para intimidar a sociedade. Tais exibições servem para legitimar a repressão, estimular novas manifestações e preparar o terreno para condenações severas, inclusive penas de morte, com base em declarações obtidas sob coerção.












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