
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou neste domingo (29), os Estados Unidos de falarem em diálogo ao mesmo tempo em que, segundo ele, se preparam para uma intervenção terrestre. A declaração foi feita no momento em que a guerra no Oriente Médio entra no seu segundo mês e a presença militar americana na região aumenta.
Segundo Ghalibaf, Teerã vê com desconfiança as mensagens públicas de negociação enviadas por Washington. Para o dirigente iraniano, os EUA tentam manter aberta a via diplomática enquanto reforçam sua capacidade de combate perto do território iraniano.
“Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma operação terrestre. Nossas forças estão aguardando a chegada ao nosso território dos soldados americanos para atacar e punir seus aliados regionais de uma vez por todas”, disse Qalibaf em comunicado divulgado pela agência oficial Irna.
A fala ocorre logo depois da chegada do USS Tripoli ao Oriente Médio. O navio anfíbio levou milhares de militares e ampliou o arsenal americano disponível na região, em um movimento interpretado como sinal de preparação para uma etapa mais dura da guerra.
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Apesar do discurso agressivo de Teerã, ainda não há confirmação oficial de que os Estados Unidos decidiram por uma invasão terrestre. O governo Donald Trump vinha alternando sinais públicos sobre os próximos passos do conflito, enquanto o Pentágono reforça tropas e mantém opções militares sobre a mesa.
Do lado iraniano, autoridades do país afirmaram que qualquer entrada de tropas americanas em solo iraniano seria recebida com força e que o custo para Washington seria alto.
Uma nova troca de ameaças acontece paralelamente a tentativas diplomáticas de reduzir a crise. O Paquistão informou que trabalhou para sediar conversas envolvendo atores da região, num esforço para conter a escalada
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