
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou neste sábado que “não permitirá influência estrangeira” na América como parte de sua nova doutrina, “o que inclui o Canal do Panamá”, que declarou ser seu “canal favorito”, diante da presença do presidente panamenho, José Raúl Mulino.
“Não vamos permitir que influências estrangeiras hostis se estabeleçam neste hemisfério, o que inclui o Canal do Panamá, sobre o que já conversamos. Não vamos permitir isso”, afirmou Trump em seu discurso inaugural da iniciativa Escudo das Américas diante de diversos líderes latino-americanos de direita, como Mulino.
O líder republicano destacou a importância da via marítima na sua “nova” versão da Doutrina Monroe, que batizou de “Doutrina Donroe”, para implementar a intervenção dos Estados Unidos na América e proteger o continente da influência de potências de outras regiões.
Embora não tenha falado de ações concretas, Trump reiterou seu interesse pelo canal de forma direta ao presidente Panamenho.
“Presidente do Panamá, eu amo esse canal, José. Acho que (o Panamá) fez o maior acordo da história. Ele o roubou por um dólar de um dos nossos presidentes (Jimmy Carter, em 1977). Não consigo dormir por causa desse acordo. Eles o deram por um dólar”, afirmou o presidente.
A relação com Mulino tem sido marcada por tensão após os primeiros meses do mandato de Trump em 2025, quando ele ameaçou recuperar o Canal do Panamá devido à suposta influência da China, afirmação rejeitada pelo governo panamenho, que demonstra que Washington não se intrometeu em sua luta geopolítica com Pequim.
Os EUA construíram o Canal no início do século XX e operaram por mais de oito décadas, até sua transferência para o Panamá em 31 de dezembro de 1999.
Trump baseava sua tese de “influência maligna” da China no fato de que dois dos cinco portos localizados ao redor do canal eram feitos por uma participação do conglomerado chinês CK Hutchison, que mudou desde 23 de fevereiro, após uma decisão judicial irrevogável que declarou nula a concessão.
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