
Como a marca de ovos da Gracyanne Barbosa virou caso de sucesso De repente, a internet começou a comentar um lançamento inusitado: uma suposta marca de ovos da influenciada Gracyanne Barbosa. Em poucas horas, o assunto é comentado pelas redes, gerando curiosidade, desconfiança e uma enxurrada de compartilhamentos. O produto, que não existia, virou tema nacional pela força de uma narrativa bem construída. Nos bastidores, tudo havia sido planejado como se fosse real — nome, embalagem, identidade visual e vídeo de lançamento. A campanha viralizou antes do público entender que se tratava de uma ação de marketing criada pela equipe de comunicação visual da plataforma Canva. “Nós somos uma plataforma de comunicação visual”, explica Felipe Godoy, diretor de marketing. A estratégia, segundo ele, foi desenhada para as redes sociais desde o início. Os primeiros vídeos não focavam no produto, mas na história. “Eles trazem mais fortemente a narrativa. Eles criam aquela história que faz com que as pessoas se envolvem e depois a gente vai falar do produto.” A repercussão mostrada como ferramentas digitais permite que até pequenos negócios criem campanhas inovadoras. O caso dos “ovos da Gracyanne” ilustra essa mudança. No estúdio de tatuagem do casal Cotô e Alessandra, na zona norte de São Paulo, os dois passaram a produzir seus próprios conteúdos depois de um período ruim com uma agência. “A gente ficou quase dois meses assim, muito fraco. E depois que a gente começou a fazer por nós mesmo, tipo, o primeiro mês já foi bastante, deu aquele vagabundo”, conta Cotô. Alessandra explica que aprendeu a mexer nas plataformas para melhorar a comunicação do negócio. “Eu gosto bastante de fazer esses tipos de edição, de criação, então a gente vai juntando novas ideias.” Para eles, o segredo é unir tecnologia e melhorias. “A gente acaba colocando uns bordões às vezes, tipo ‘desaponte sua família e faça uma tatuagem’… traz conexão com a pessoa (…) dá bem mais visibilidade quando a gente coloca uma frase engraçada, diferente”. Como protagonista da campanha viral, Gracyanne Barbosa também se surpreendeu com o resultado. “Quando eu vi tudo pronto, fiquei completamente impactado! (…) Na verdade pareceu que eu estava lançando a minha marca real”, afirma. Ela conta que a ação aumentou seu desejo de empreender: “Me deu ainda mais vontade de empreender realmente”. Felipe Godoy explica que a campanha se apoiou em um meme já conhecido. A estratégia simula um lançamento real, com redes sociais, site e até influenciadores recebendo kits do produto fictício. Para ele, esse tipo de construção de narrativa é fundamental mesmo para quem tem poucos recursos. “Quando a gente fala de um pequeno empreendedor, obviamente ele não vai ter os mesmos recursos (…). Então é importante criar reconhecimento da sua marca, recompensar. Isso não é conversão, é ser uma marca.” Felipe também reforça que curtidas e visualizações não garantem vendas. O que importa é pensar na perspectiva de quem vai assistir. “A gente tem que entender qual vai ser uma narrativa que vai construir esse engajamento. Quando chega a hora de vender, o processo precisa ser simples. Será que talvez um canal de comunicação, como um aplicativo de mensagens, vai facilitar o processo de compra? Ou será que um link direto para o meu site? Eu acho que vale muito a pena a gente pensar como a gente comunica e como a gente facilita esse processo.” A ação dos “ovos da Gracyanne” mostrou que, com criatividade, linguagem adequada e boas ferramentas, mesmo uma ideia fictícia pode dominar uma conversa online. Para pequenos empreendedores, fica a lição: construir uma narrativa forte vale mais do que ter grandes orçamentos. No empreendedorismo digital, quem se destaca não é quem gasta mais — é quem sabe contar melhor a própria história e transformá-la em negócio. Gracyovos se tratava de uma ação de marketing da plataforma Canva Globo/ Reprodução
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