
Uma mulher morreu nesta quarta-feira (7) após ser baleada por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em Minnesota, durante uma megaoperação contra a imigração ilegal no estado, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS).
A secretária adjunta do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que a mulher era “uma manifestante violenta que usou seu veículo como arma, tentando atropelar os agentes com o objetivo de matá-los”, o que ela falou como um “ato de terrorismo doméstico”. Ela acrescentou que um agente do ICE, que “temeu por sua vida”, disparou “tiros em defesa legítima”.
“A suposta autora do crime foi baleada e está morta. Os agentes do ICE feridos devem se recuperar totalmente”, declarou a autoridade nas redes sociais, sem revelar a identidade ou nacionalidade da vítima.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, reiterou as acusações, ao dizer que a mulher morta pelos agentes de imigração cometeu operações “um ato de terrorismo doméstico”, afirmando que as autoridades agiram em “defesa legítima” e que o incidente demonstra que, segundo ela, esses ataques estão sendo expostos “diariamente”.
O presidente Donald Trump disse que o caso está sendo investigado, mas reiterou a tese de defesa legítima.
“A mulher que dirigia o carro estava muito desordeira, obstruindo e resistindo, e então, de forma violenta, intencional e cruel, atropelou o agente do ICE, que aparentemente atirou nela em legítima defesa. Com base no vídeo, é difícil acreditar que ele está vivo, mas agora está se recuperando no hospital”, escreveu o presidente, na rede Truth Social.
“A situação está sendo investigada em sua totalidade, mas a razão pela qual esses incidentes estão acontecendo é porque a esquerda radical está ameaçando, agredindo e atacando nossos policiais e agentes do ICE diariamente”, acusou.
Já o prefeito de Minneapolis, o democrata Jacob Frey, rejeitou as alegações das autoridades de imigração de que o agente agiu em defesa legítima.
“Eles não estão aqui para garantir a segurança desta cidade. O que eles estão fazendo não é fornecer segurança aos EUA. O que eles estão fazendo é causar caos e desconfiança”, disse Frey em entrevista coletiva, segundo informações da agência Associated Press.
“Eles estão destruindo famílias. Estão semeando o caos em nossas ruas e, neste caso, literalmente matando pessoas”, acusou o democrata.
“Eles já estão tentando distorcer esse caso, dizendo que foi defesa legítima. Eu vi o vídeo [do incidente]e quero dizer a todos diretamente: é mentira”, disse o prefeito.
O chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que a mulher morta tinha 37 anos, era cidade americana e não era alvo de nenhuma operação contra a imigração ilegal.
O incidente ocorreu durante uma operação em que americanos detiveram mais de mil imigrantes, incluindo pessoas do Equador, México e El Salvador, na maior operação do DHS em Minnesota, em meio a um escândalo de fraude com fundos federais em programas sociais de assistência infantil ligados à comunidade somali.
O DHS anunciou em comunicado a prisão de mais de mil “assassinos, estupradores, pedófilos e membros de gangues em Minnesota”, incluindo mais de 150 detenções de imigrantes ilegais na segunda-feira (5), tornando-se a maior operação de imigração de 2026 até o momento.
A agência destacou a prisão de equatorianos, incluindo Tomás Espín Tapia, “um fugitivo procurado por homicídio no Equador e predador sexual”, cuja prisão foi supervisionada pessoalmente por Noem, que passou a Minnesota, estado governado pelo democrata Tim Walz.
O DHS também divulgou imagens de imigrantes detidos do México, El Salvador, Laos, Vietnã e Libéria.
“Vamos expor e responsabilizar os responsáveis pela fraude e criminalidade desenfreadas que ocorreram em Minnesota”, afirmou Noem.

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