
Políticas de direita e da esquerda na França reagiram de forma divergente à morte de Brigitte Bardot, movimento que gerou debate sobre a possibilidade da realização de uma homenagem nacional ao legado da atriz.
Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos, em Saint-Tropez, no sul da França. A causa da morte não foi divulgada oficialmente, segundo a imprensa francesa. Ícone do cinema nas décadas de 1950 e 1960, ela abandonou a carreira artística nos anos 1970 e passou a se dedicar principalmente à defesa dos direitos dos animais.
Segundo o jornal Le Fígaropolíticos ligados ao partido de direita Reunião Nacional defenderam a realização de uma homenagem nacional para a atriz, destacando o papel de Bardot como símbolo cultural da França. Parlamentares da legenda registraram também que a atriz manifestou apoio ao partido em diferentes momentos de sua trajetória pública.
O deputado Éric Ciotti, presidente da legenda União das Direitas pela República (UDR) e aliado da Reunião Nacional, fez um apelo público ao presidente Emmanuel Macron para que o governo francês organizasse uma homenagem nacional a Bardot. Em publicação nas redes sociais, Ciotti afirmou que a atriz marcou profundamente a cultura francesa.
À esquerda, membros do Partido Socialista da França consideraram a relevância artística de Bardot para o país, mas questionaram a realização de uma homenagem nacional ao legado da atriz.
O primeiro-secretário do Partido Socialista, Olivier Faure, afirmou que as homenagens nacionais costumam ser reservadas a personalidades que prestam “serviços especiais à Nação” e trazem o que chamou de “controvérsias” associadas às posições públicas de Bardot fora do cinema. Essas controvérsias dizem respeito principalmente às políticas feitas por Bardot após o encerramento de sua carreira artística, sobretudo críticas à imigração e ao islamismo, que resultaram em condenações judiciais por “incitação ao ódio racial”.
Segundo a emissora francesa TF1uma jornalista que foi próxima de Bardot afirmou que ela não desejava cerimônias solenes nem protocolos de Estado após sua morte, preferindo uma despedida discreta e íntima.

/http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/08/22/sem-titulo-7_1.jpg)









Deixe o Seu Comentário