
O Comitê de Mães em Defesa da Verdade, grupo que reúne familiares de presos políticos na Venezuela, criticou o regime interno do país por ter anunciado que vários detidos seriam libertados na quinta-feira (8), mas apenas 11 ganharam a liberdade, segunda informações de ONGs locais.
Em comunicado enviado ao site Efecto Cocuyo, o comitê disse que nenhum dos familiares de membros do grupo havia sido libertado até a manhã desta sexta-feira (9).
“Diversos familiares estão nas imediações dos presídios de Tocorón, Tocuyito e Las Crisálidas, bem como em várias delegações da GNB [Guarda Nacional Bolivariana] e da polícia, sem qualquer indicação até o momento de que nossos pais serão libertados nas próximas horas, apesar do que foi anunciado ontem pelo presidente da Assembleia Nacional”, disse o comitê.
O grupo acrescentou que mais de 200 pessoas seguem presas exclusivamente por terem participado de protestos contra o ditador Nicolás Maduro após a fraude na eleição presidencial de 2024.
Na quinta-feira, o presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da ditadora interina do país, Delcy Rodríguez, disse que “um número significativo” de presos políticos seria libertação ainda ontem.
Entretanto, as ONG confirmaram por agora que apenas 11 pessoas foram libertadas, entre os cinco cidadãos espanhóis (entre eles, o ativista Rocío San Miguel, que têm dupla cidadania) e um italiano.
Um boletim da ONG Foro Penal, divulgado no início da semana, apontou que havia 806 presos políticos na Venezuela.

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