
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (23) que o canadense Ryan Wedding, ex-snowboarder olímpico acusado de tráfico de drogas e que estava na lista dos dez mais procurados do FBI (a polícia federal americana), foi preso no México.
No post no X, o diretor do FBI, Kash Patel, disse que tal operação foi “resultado de uma enorme cooperação e trabalho em equipe com o governo do México”.
“Este é o sexto fugitivo da lista dos dez mais procurados que o FBI capturou em um ano – fugitivos que foram foragidos há quase 40 anos, somando esses anos. Isso não é por acaso. O presidente [Donald] Trump está permitindo que bons policiais façam seu trabalho e os resultados falam por si”, escreveu o diretor do FBI.
Em novembro do ano passado, o governo dos Estados Unidos havia aumentado a recompensa por informações que levassem à captura do canadense de US$ 10 milhões para US$ 15 milhões.
Na ocasião, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, disse que Wedding era o maior distribuidor de cocaína no Canadá e colaborou estreitamente com o temido Cartel de Sinaloa, sendo responsável pelo tráfico de aproximadamente 60 toneladas de cocaína colombiana para Los Angeles, utilizando tráfegos vindos do México.
Wedding é acusado nos Estados Unidos de chefiar uma organização criminosa, homicídio e conspiração para distribuição de cocaína.
Wedding, de 44 anos, representou o Canadá nos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City, em 2002. Na competição, obteve um medíocre 24º lugar. Depois da Olimpíada, ele abandonou o esporte de alto rendimento.
Em 2004, Wedding deixou os estudos universitários e começou a atuar no mercado imobiliário, no qual financiava seus investimentos cultivando maconha.
Em 2006, uma propriedade onde ele produziu uma droga foi alvo de uma operação da Polícia Real Montada do Canadá (RCMP, na sigla em inglês, equivalente à Polícia Federal do Brasil), mas Wedding não estava no local no momento da ação e não foi indiciado por falta de provas.
Depois, o ex-atleta olímpico passou a se dedicar ao tráfico de cocaína, o que o levou a ser condenado pela Justiça dos Estados Unidos a quatro anos de prisão em 2010.
Depois de ser colocado em liberdade ao cumprir parte da pena e ser deportado para o Canadá em 2011, Wedding se tornou um criminoso ainda mais perigoso, segundo as autoridades americanas, ao se associar ao Cartel de Sinaloa – atividade pela qual ganhou os apelidos de “El Jefe”, “Gigante” e “Inimigo Público”, entre outros. Além do tráfico em si, ele é acusado de vários assassinatos.












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