
O governo dos Estados Unidos começou a retirar nesta segunda-feira (23) funcionários não essenciais e familiares da embaixada americana em Beirute, capital do Líbano, em meio ao aumento das tensões com o Irã e ao risco de um possível conflito militar. A informação foi divulgada mais cedo por um alto funcionário do Departamento de Estado à agência Reuters.
O Departamento de Estado afirma que a medida é temporária e visa reduzir a presença diplomática na embaixada ao “pessoal essencial”.
“Avaliamos continuamente o ambiente de segurança e, com base em nossa revisão mais recente, determinamos ser prudentes reduzir nossa presença (na embaixada em Beirute) ao pessoal essencial”, afirmou um alto funcionário dos EUA, sob condição de anonimato, de acordo com a Reuters. Ele acrescentou que a missão diplomática na capital libanesa “permanece operacional com equipe principal no local” e que a decisão busca garantir a segurança dos funcionários, sem interromper a assistência aos cidadãos americanos que estão naquele país. Cerca de 50 pessoas já foram retiradas da embaixada no Líbano, disse uma fonte do Departamento de Estado à Reuters.
A retirada ocorre no momento em que Washington amplia sua presença militar no Oriente Médio para pressionar o regime do Irã a fechar um acordo sobre seu programa nuclear. Os EUA já se mobilizaram para a região um dos maiores contingentes navais dos últimos anos, com porta-aviões, conquistadores posicionados no Mediterrâneo, no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico, além do envio de dezenas de aeronaves de combate para fortalecer a capacidade de resposta americana.
Na semana passada, Trump afirmou que “coisas realmente arruinam o acontecimento” caso não haja um acordo com o Irã para encerrar ou limitar ao máximo seu programa nuclear. Em resposta, as autoridades iranianas anunciaram que, se o país for alvo de ataques americanos, poderá retaliar contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio.
O cenário de tensão coincide com a possibilidade de uma nova rodada de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, prevista para ocorrer nesta quinta-feira (26), em Genebra.

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