
O presidente Donald Trump anunciou na noite desta sexta-feira (13) que as forças dos Estados Unidos bombardearam e “obliteraram” instalações militares iranianas na ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã e ponto central para o escoamento da produção do país, inclusive nas operações usadas por Teerã para manobras internacionais.
Segundo Trump, o bombardeio, que ele classificou como um dos mais poderosos já realizados no Oriente Médio, atingiu exclusivamente alvos militares na ilha, descrito pelo republicano como a “joia da coroa” do regime iraniano.
“Há poucos momentos, por minha ordem, o Comando Central dos Estados Unidos executou um dos bombardeios mais poderosos da história do Oriente Médio e destruiu completamente todos os alvos militares na ilha de Kharg”, escreveu em post na Truth Social.
O presidente acrescentou que decidiu não atingir a infraestrutura petrolífera na ilha, mas anunciou que a decisão pode ser revista caso o Irão tente bloquear o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. A possibilidade de interrupção do tráfego na região já provoca tensão no mercado global de energia e contribui para a alta recente dos preços do petróleo.
“Se o Irã, ou qualquer outro, fizer algo para interferir na passagem livre e segura de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão”, declarou o republicano.
A ilha de Kharg é considerada o principal gargalo da economia iraniana. Cerca de 90% do petróleo exportado pelo país persa passa pelo terminal localizado na ilha, que funciona como o maior centro de estocagem e carregamento de petróleo do Irã. A estrutura possui águas profundas capazes de receber superpetroleiros, o que permite o envio da produção para compradores no exterior, principalmente na Ásia, onde o Irã possui seu maior comprador de petróleo: a China.
Mesmo sob avaliações impostas pelo Ocidente, o petróleo iraniano continua sendo vendido por meio de mecanismos de evasão, como transferências entre navios no alto-mar e uso de petroleiros que operam fora dos sistemas de rastreamento. Os analistas apontam que a ilha de Kharg é o ponto de partida dessas operações, sendo essencial para que o regime mantenha receitas em moeda estrangeira.
A ilha estava sendo protegida pela Guarda Revolucionária Islâmica, organização, ligada diretamente ao regime islâmico e responsável por grande parte da segurança das instalações petrolíferas. A receita obtida com as exportações de petróleo do local é considerada fundamental para financiar o aparelho militar e manter o funcionamento da ditadura de Teerã.
“O Irã não tem capacidade de defender nada que decidamos atacar – não há nada que possa fazer a respeito. O Irã nunca terá uma arma nuclear, nem terá capacidade de ameaçar os Estados Unidos da América, o Oriente Médio ou, aliás, o mundo”, escreveu Trump. O republicano acrescentou que, após esta acção dos EUA, “as forças armadas do Irão, e todos os envolvidos com esse regime terrorista, fariam bem em depor as armas e salvar o que resta do seu país, que já não é muito”.











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