
O ex-chanceler Celso Amorim, atualmente assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, publicou artigo na revista inglesa The Economist no qual criticou os Estados Unidos pela operação em que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelas forças americanas.
“A intervenção na Venezuela levanta uma questão mais ampla que define cada vez mais a política internacional: como podemos viver em um mundo sem regras? Pilares do direito internacional concebidos para regular a segurança coletiva, disciplinar o comércio mundial e promover os direitos humanos estão sendo minados simultaneamente. A erosão, uma vez iniciada, é difícil de reverter”, escreveu Amorim.
“Como muitos já disseram, somos caminhantes de volta para um Estado hobbesiano, onde a força militar é o principal determinante da independência de fato de um país e não qual a guerra é vista novamente como um meio legítimo de mudança”, acrescentou o assessor.
Além dessas críticas, Amorim alfinetou Washington ao afirmar que o Brasil está buscando parcerias com outros países e que outros deveriam fazer o mesmo.
“O cenário geopolítico atual reforça a escolha do Brasil de se abrir à cooperação com uma ampla gama de parceiros, da América Latina aos Brics e além. Para a maioria dos países, investir na diversificação de parcerias e na autonomia tecnológica será o melhor caminho”, afirmou o ex-chanceler.
Em artigo publicado no fim de semana no jornal The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também havia condenado a operação americana na Venezuela, ao escrever que “os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura de seu presidente em 3 de janeiro são mais um capítulo lamentável na contínua destruição do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados na Venezuela em uma operação militar dos Estados Unidos e levados para Nova York, onde responderam à Justiça Federal Americana a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de minérios e dispositivos explosivos e conspiração para posse de navios e dispositivos explosivos.

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