
Um novo surto de ebola na República Democrática do Congo, na África, já deixou mais de 100 mortos e levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declaração de emergência de saúde pública de importância internacional. A crise também acionou uma resposta dos Estados Unidos, que anunciaram apoio financeiro e humanitário para conter a propagação do vírus em África.
Segundo a BBCo diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, Jean Kaseya, afirmou que pelo menos 100 mortes já foram relatadas na República Democrática do Congo, além de mais de 390 casos suspeitos. O surto também chegou a Uganda, onde foram confirmados dois casos, incluindo uma morte.
De acordo com a OMS, os casos envolvem a variante Bundibugyo do vírus ebola. A entidade afirmou que o episódio ainda não atende aos critérios da pandemia, mas exige cooperação internacional por causa do risco de propagação regional. O alerta ganhou dimensão internacional porque a região afetada tem alta circulação de pessoas, fronteiras próximas e áreas marcadas por crise humanitária e insegurança. Segundo a OMS, esses fatores podem facilitar a expansão do surto para países vizinhos.
Diante deste cenário, o governo dos Estados Unidos ativou nesta segunda-feira (18) uma resposta interinstitucional para apoiar os países afetados pelo surto. Segundo a agência EFEo Departamento de Estado Americano informou que criou, nas primeiras 24 horas após a confirmação dos casos, uma célula de coordenação em Washington e um sistema de gestão de incidentes com a participação de várias agências federais. Washington também anunciou uma mobilização inicial de US$ 13 milhões (R$ 65 milhões) para apoiar uma resposta imediata ao surto. De acordo com a EFEos recursos serão destinados à vigilância epidemiológica, fortalecimento de laboratórios, comunicação de riscos e ampliação da capacidade de atendimento clínico.
Um acontecimento americano ocorreu após um cidadão dos EUA contra o ebola na República Democrática do Congo. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o paciente será transferido para a Alemanha para receber tratamento especializado.
As autoridades sanitárias americanas também anunciaram medidas para reduzir o risco de entrada da doença no país. Segundo a EFEos EUA emitiram uma ordem temporária para proibir a entrada de pessoas que tenham passado, nos últimos 21 dias, por países afetados pelo surto.
A OMS recomendou que Congo e Uganda reforcem a vigilância epidemiológica, o rastreamento de contatos, a testagem laboratorial, o controle em fronteiras e as medidas de prevenção de infecções em unidades de saúde. A entidade também orientou países vizinhos a aumentar a prontidão para detectar e isolar possíveis casos.











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