
O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, condicionou a melhoria das relações bilaterais com o governo de Donald Trump ao abandonar o que ele considerava uma “política hostil” por parte dos EUA, ao mesmo tempo em que reafirmou sua informação total a Seul durante o 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores, a decisão mais importante do país, que foi encerrada com um desfile militar, segundo informado nesta quinta-feira (26) a agência de notícias estatais KCNA.
“Se os EUA respeitarem o status atual do nosso Estado, conforme previsto na Constituição, e retirarem sua política hostil em relação à Coreia do Norte, não teríamos motivos para não nos darmos bem”, afirmou Kim em relatório apresentado na última sexta-feira e no sábado, segundo a agência.
Kim referiu-se à emenda constitucional de 2023, que incluía uma política de desenvolvimento de sua força nuclear.
“Fortalecer e ampliar ainda mais as forças nucleares do Estado e exercer plenamente o status de Estado detentor de armas nucleares é a vontade firme e inabalável do nosso partido”, defendeu.
Anteriormente, o ditador da Coreia do Norte já havia condicionado o diálogo com Washington à retirada do tema da desnuclearização da mesa de negociações.
O presidente americano, Donald Trump, manifestou abertamente a intenção de se reunir com Kim o quanto antes, embora em outubro do ano passado não tenha conseguido concretizar um encontro aproveitando a escala na Coreia do Sul durante a viagem à Ásia.
Em relação a Seul, o ditador norte-coreano qualificou como “enganosos” os gestos conciliadores do governo de Lee Jae-myung e voltou a definir o Sul como uma “entidade hostil”, afirmando que não tem intenção de tratar com o país vizinho.
O Ministério da Unificação sul-coreano respondeu em comunicado que lamenta a decisão de Pyongyang de manter a postura de “dois Estados hostis” e de não responder aos esforços sul-coreanos para alcançar uma “coexistência importadora” na península coreana.
O órgão acrescentou que Seul manterá firmemente três princípios em relação à Coreia do Norte: respeitar o sistema norte-coreano, não buscar uma reunificação por tomada de decisão e não realizar nenhum ato hostil.
Como foi o congresso do Partido dos Trabalhadores, liderado por Kim
O Congresso do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, evento crucial para definir o roteiro político, econômico e militar da Coreia do Norte dos próximos cinco anos, encerrou-se na noite de quarta-feira com um desfile militar na praça Kim Il-sung, em Pyongyang, segundo informou a KCNA em outro comunicado.
Participaram em entregas de colunas de tropas e unidades aéreas, incluindo forças deslocadas no exterior – no caso, os soldados enviados a Kursk para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia -, segundo a agência estatal.
No entanto, chamou a atenção o fato de não terem sido incluídos sistemas estratégicos recentes, como o míssil balístico intercontinental Hwasong-20, apresentado em outubro do ano passado, o que sugere que não podem ter sido indicados nesta ocasião.
Durante o desfile, Kim alertou que o Exército norte-coreano lançará “terríveis ataques de retaliação” contra qualquer força que cometa atos militares hostis que atentem contra o regime, de acordo com o discurso publicado pela agência.

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