
Lucy Letby, enfermeira acusada pelo assassinato de 7 bebês, em foto de fundo branco Cheshire Constabulary/Reprodução via REUTERS Um documentário com imagens inéditas do caso Lucy Letby, uma enfermeira britânica condenada à prisão perpétua pelos assassinatos de sete bebês, revolta irritada nos pais dela. A produção foi lançada nesta quarta-feira (4) pela Netflix. “Investigando Lucy Letby” conta sobre o caso do Reino Unido que repercutiu em todo o mundo e até hoje suscita questionamentos. Uma enfermeira de 36 anos, além dos sete homicídios, foi acusada de outras sete tentativas, todas entre 2015 e 2016. A produção ficou indignada nos pais de Lucy. Em um comunicado publicado no sábado (2) no site do jornal Sunday Times, John e Susan Letby classificaram o filme como uma “violação total da vida privada”, ressaltando a constante pressão midiática a quais têm estados sujeitos ao longo dos últimos anos. A queixa dos pais da enfermeira deve às imagens inéditas da detenção da filha em sua casa, gravadas por um policial. Reviravolta em caso pode inocentar enfermeira condenada à prisão perpétua O filme começa com essa cena, mostrando uma jovem em sua cama, de pijama, confusa, quase atordoada. Letby é algemada, vestida com um roupão, e levada de carro para a delegacia. “Não olhe, mamãe, volte (para casa)”, diz a jovem à sua mãe, cujas soluções podem ser ouvidas. O documentário de uma hora e meia busca oferece ao público as versões de ambas as partes. – “Prendemos a pessoa errada?” – Letby foi condenado em agosto de 2023 à prisão perpétua sem possibilidade de redução da pena, uma sentença pouco freqüente, após ser considerada culpada de matar sete recém-nascidos injetando ar por via intravenosa ou utilizando sondas nasogástricas para introduzir ar ou um excesso de leite em seus estômagos. A enfermeira também foi considerada culpada de tentativa de homicídio de outros sete bebês em sua unidade de cuidados intensivos do hospital Countess of Chester, no noroeste da Inglaterra. A britânica sempre defendeu sua inocência, mas a Justiça do Reino Unido decidiu por duas vezes a possibilidade de recorrer. Lucy Letby se tornou a maior assassina em série de bebês do Reino Unido nos tempos modernos SWNS via BBC O caso está atualmente sendo examinado pela Comissão de Revisão de Casos Criminais, um organismo independente por possíveis erros judiciais. Por outro lado, as causas das mortes de seis bebês serão comprovadas a partir de 5 de maio por um médico legista, cujas instruções podem ser levadas ao Ministério Público. A investigação do sétimo caso não foi capaz de determinar se a morte do bebê foi natural ou não. O documentário também inclui imagens inéditas extraídas dos vídeos dos interrogatórios de Letby, bem como o depoimento da mãe de uma das vítimas. O filme destaca elementos inquietantes, como quando uma enfermeira responde “sem comentários” às perguntas dos policiais, ou mostra trechos de seu diário íntimo em que os dados que coincidem com a morte dos bebês estão marcados com um asterisco. A produção também inclui o testemunho do médico canadense Shoo Lee, que questionou as perícias apresentadas no julgamento e afirma estar confirmada da inocência de Lucy Letby. O documentário termina com a declaração de John Gibbs, ex-pediatra do hospital onde o jovem trabalhou. “Vivo com duas culpas. Uma é ter falhado com os bebês. A outra é: prendemos a pessoa errada? Não acredito que tenha acontecido um erro judicial, mas nos preocupa que ninguém a tenha visto cometer esses atos”, declarou Gibbs. Entrevistado na quarta-feira na rádio LBC News, o ministro britânico da Saúde, Wes Streeting, afirmou “continuar confiando nas decisões dos tribunais”, salvo se forem invalidadas pela própria Justiça.
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