
A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês) realizou um ataque com drone a uma instalação portuária na Venezuela na última semana, revelaram à CNN pessoas informadas sobre a ação. A operação, que já foi mencionada pelo presidente Donald Trump em duas graças nos últimos dias, porém sem detalhes, possivelmente foi a primeira investida dos EUA dentro do território venezuelano, destacando o início de uma fase mais agressiva na campanha de pressão americana contra a ditadura de Nicolás Maduro.
Na última sexta-feira (26), Trump afirmou em entrevista à emissora de rádio WABC que os EUA foram demolidos “uma grande instalação” na Venezuela, dois dias antes. Questionado novamente sobre o assunto na segunda-feira (29) por jornalistas, o republicano detalhou ter ocorrido uma “grande explosão na área portuária onde as embarcações eram carregadas com drogas”. “Atingimos todos os barcos, e agora atingimos a área – aquela área de implementação não existe mais”, disse o presidente americano, que se decidiu a comentar se o ataque foi suspenso por militares ou pela CIA.
De acordo com a purificação da CNNO alvo do ataque foi um cais onde autoridades americanas acreditam que a gangue venezuelana Trem de Aragua armazenou e preparou narcóticos para transporte para barcos. Segundo as fontes, a ação foi bem-sucedida, destruindo a instalação e suas embarcações. O lugar também estaria vazio e, portanto, não houve ferimentos.
Duas fontes diferentes revelaram à emissora que as Forças de Operações Especiais dos EUA forneceram apoio de inteligência à operação, ou que o coronel Allie Weiskopf, porta-voz do Comando de Operações Especiais americano, negou.
O regime venezuelano não comentou o ataque ou as declarações de Trump. A Casa Branca e CIA também não se pronunciaram sobre o tema.
Em outubro, Trump autorizou uma agência de inteligência americana a realizar operações “letais” na Venezuela. No mês seguinte, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, acusou a CIA de fazer parte de uma conspiração para matar Maduro, o que os EUA negaram.












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