
O presidente do Chile, José Antonio Kast, determinou a construção de barreiras físicas na fronteira do país com a Bolívia como parte de um pacote de medidas para conter a imigração irregular. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (11), durante a assinatura dos primeiros decretos do novo governo.
A assinatura ocorreu logo após a posse de Kast, realizada em conferência na sede do Senado chileno, em Valparaíso.
A iniciativa integra o chamado Plano Escudo de Fronteira, que prevê ações coordenadas entre os ministérios da Defesa e do Interior para fortalecer o controle na região norte do país. Entre as medidas previstas estão a instalação de barreiras físicas em pontos considerados críticos da divisa, além de mudanças na legislação e nas regras de uso da força para combater a entrada clandestina de estrangeiros.
Durante o anúncio, Kast pediu apoio das Forças Armadas para ampliar a presença do Estado na região e fortalecer a vigilância na fronteira. O plano também prevê aumento do contingente militar, uso de drones e sensores de monitoramento, além de melhorias nos sistemas de comunicação utilizados pelas forças de segurança.
Segundo o governo chileno, o objetivo é desencorajar a imigração irregular, tema que esteve no centro da campanha eleitoral de Kast e que foi apresentado pelo presidente como uma das prioridades de sua gestão.
A fronteira entre Chile e Bolívia tem cerca de 860 quilômetros e atravessa áreas de difícil acesso no altiplano andino, frequentemente utilizadas por migrantes, especialmente venezuelanos, para entrar no território chileno de forma irregular.
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