
Brigitte Bardot, estrela mundial do cinema, morre aos 91 anos A morte de Brigitte Bardot, atriz francesa ícone do cinema e ativista dos direitos dos animais, foi em decorrência de um câncer. A informação foi confirmada pelo vídeo de Brigitte Bardot, Bernard d’Ormale, na revista Paris Match nesta quarta-feira (7). Bardot morreu no dia 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos, em sua casa, em Saint-Tropez, no sul da França. A artista foi hospitalizada em outubro de 2025 em Toulon para passar por uma cirurgia, mas teve alta no mesmo mês. Brigitte Bardot havia passado por duas cirurgias contra o câncer antes de “se entregar” à doença no mês passado, disse o viúvo em uma entrevista publicada antes de seu funeral, realizada nesta quarta. “Nos últimos meses, em momentos de sofrimento físico, ela chegou a dizer duas ou três vezes: ‘Estou farta, quero ir embora…'”, contou Barnard à revista francesa. Bardot “tolerou muito bem os dois procedimentos aos quais foi submetido para tratar o câncer que a levou”, afirmou Bernard d’Ormale à revista, enquanto admiradores se reuniam em Saint-Tropez para a cerimônia religiosa e o sepultamento. Telão com foto de Brigitte Bardot e a inscrição “Merci Brigitte” perto da prefeitura de Saint-Tropez Valery Hache/AFP Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, ela se tornou, ainda jovem, uma das figuras mais conhecidas do cinema mundial. Seu papel em “E Deus Criou a Mulher” (1956), dirigido por seu então marido Roger Vadim, a consagrou como um símbolo de sensualidade e liberdade que ajudou a moldar a cultura pop da década de 1960. No longa-metragem, a atriz dança mambo descalça, com o cabelo solto sobre uma mesa e com a saia aberta até a cintura, cena que provocou escândalo na época. O filme chegou a ser censurado em Hollywood, mas consolidou Bardot como símbolo sexual. Foi nesse período que a atriz passou a influenciar não apenas o cinema, mas também a moda e o comportamento. O cabelo loiro platinado, propositalmente desalinhado, e o delineado preto marcante nos olhos se tornou sua assinatura estética, copiada por mulheres em diferentes países. Brigitte Bardot concede uma entrevista coletiva em dezembro de 1965 em Hollywood para o filme “Viva Maria!”, dirigido por Louis Malle (ao fundo). AFP Ao longo de sua carreira, Bardot estrelou cerca de 50 filmes e também atuou como cantora e modelo, tornando-se um dos artistas mais fotografados e comentados de sua geração. Nos anos 1960, consolidou seu prestígio artístico com atuações em dois clássicos: “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. Também participou de produções como “Viva Maria!” (1965), de Louis Malle, ao lado de Jeanne Moreau, “O Repouso do Guerreiro” (1964), novamente com Vadim, e “As Petroleiras” (1971), em que contracenou com Claudia Cardinale. Bardot nasceu em uma família burguesa e teve uma formação artística precoce. Aos 13 anos, iniciou os estudos de balé clássico e, aos 15, passou a trabalhar como modelo — trajetória que abriu caminho para sua entrada no cinema. No vídeo abaixo, relembre papéis icônicos da atriz francesa. Relembre papéis icônicos de Brigitte Bardot VEJA TAMBÉM: Brigitte Bardot: relembre a carreira da atriz em FOTOS A carreira, vida pessoal e polêmicas da atriz francesa ‘Personificava vida de liberdade’, diz Macron sobre a atriz França debate como homenagear Brigitte Bardot entre seu legado e suas polêmicas
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