
O ex-presidente dos EUA Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton concordaram em prestar depoimento na Câmara dos Representantes na investigação sobre o caso do pedófilo Jeffrey Epstein, após serem pressionados por republicanos do Congresso.
O anúncio sobre o comparativo do casal Clinton foi confirmado pela porta-voz do ex-presidente, Ángel Ureña, em uma postagem na rede social X, após eles se recusarem no mês passado a falar na investigação.
“Eles negociaram de boa fé. Você não. Eles lhe disseram sob juramento o que sabem, mas você não se importa. Mas o ex-presidente e a ex-secretária de Estado estão lá. Eles esperam estabelecer um precedente que se aplique a todos”, escreveu o porta-voz na rede social.
Em agosto do ano passado, o Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA intimou o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) e ex-autoridades dos partidos Republicano (do presidente Donald Trump) e Democrata, incluindo o casal Clinton, para obter informações sobre o caso de Epstein, que foi morto na prisão em 2019, enquanto era julgado por um esquema de tráfico sexual.
Embora nenhum dos dois tenha sido acusado de irregularidades, os congressistas desejam esclarecer os vínculos e comunicações que existiram durante os anos em que Epstein atuou em círculos políticos e financeiros do mundo. Os Clinton aceitaram testemunhar devido ao risco de serem julgados por desacato no Congresso.
Na semana passada, o DOJ liberou cerca de três milhões de novos documentos, 2 mil vídeos e 180 mil imagens relacionadas ao caso. As informações divulgadas recentemente contêm referências a figuras poderosas já conhecidas pelas relações com Epstein e sua ex-companheira, Ghislaine Maxwell, como o ex-príncipe Andrew (que perdeu o título a acusações contra ele no escândalo do bilionário pedófilo), o ex-presidente Bill Clinton, o empresário Elon Musk, e o presidente Donald Trump.
Os novos detalhes sobre a rede de conexões do financista revelam que figuras de Hollywood, Wall Street, Washington e do mundo da moda mantiveram seu relacionamento com ele mesmo depois das reportagens de crimes sexuais em 2008.











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