
Por que os shows do Bad Bunny no Brasil serão históricos Bad Bunny se apresentará no Allianz Parque, em São Paulo, na próxima sexta (20) e sábado (21). Essa será a primeira vez dele no Brasil e tem tudo para ser uma série de shows históricos. O que define esses shows é o timing. Pode ser que Bad Bunny volte outras vezes e faça apresentações melhores, mas este momento é sem igual. Hoje, ele é o maior artista do mundo. E vem ao Brasil no melhor mês de sua carreira. Parece exagero, mas não é — ele tem feito, números e repercussão impressionantes. Só em fevereiro de 2026: Bad Bunny é o artista mais ouvido no Spotify global; Tem várias músicas no topo das paradas globais; Venceu o Grammy de Álbum do Ano no dia 1º; Foi a atração do intervalo do Super Bowl no dia 8; Foi assunto de postagens do presidente dos EUA e de celebridades em todo o mundo; Quebrou o disco de música em espanhol mais ouvida em 24h no Spotify; Segue em um tour de estádios, com shows esgotados na Europa e nas Américas. É nesse contexto que ele vem ao país, o que é bastante raro por aqui. Entenda por que os shows de Bad Bunny no Brasil serão tão especiais: Bad Bunny se apresenta no Brasil nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Allianz Parque Divulgação Nunca aconteceu antes? Claro que outros artistas internacionais já vieram ao Brasil em grande fase. É o caso do Queen no Rock in Rio de 1985 e do Guns ‘n’ Roses, também no festival em 1991. Mas hoje, o caso de Bad Bunny é atípico entre os maiores popstars. Principalmente considerando que ele não vem para festivais, mas para shows solo em estádios. Por exemplo, Taylor Swift veio em 2023, em um período em que já dominava as paradas e com a turnê mais lucrativa da história; mas veio na segunda parte da agenda, meses antes de vencer o Grammy e lançar um álbum novo. Gaga ficou ausente do país por anos, inclusive após um cancelamento conturbado em 2017. Justin Bieber trouxe todas as suas turnês para o Brasil, mas o país sempre veio um pouco “atrasado” na agenda. Beyoncé, então, nem se fala: cantou no Rock in Rio em 2013, meses antes de lançar um álbum que chacoalhou a indústria. E nunca mais. Turnê não tem EUA e prioridade América Latina O grande diferencial desta turnê de Bad Bunny é que o protagonista é a América Latina. Afinal, o disco “Debí Tirar Más Fotos” defende a história e a cultura de Porto Rico, com referências que dialogam com a comunidade latina e letras sobre o imperialismo americano. Ainda assim, uma decisão de priorizar a América Latina é muito rara para um artista deste calibre. A maior parte dos artistas privilegia os EUA e a Europa (considerados o “mercado A” de shows) e deixa o Brasil para uma segunda ou terceira etapa da turnê — isto é, se o país entra para a agenda. Há abordagens, claro, como Shakira e Paul McCartney, que já fizeram turnês por aqui. Mas o caso de Bad Bunny é sem precedentes. A “Debí Tirar Más Fotos World Tour” aconteceu após uma residência de um mês em Porto Rico, começou pela América Latina e simplesmente não passou pelos EUA. Não há outros exemplos recentes de artistas de calibre semelhante a Bad Bunny, isto é, com bilhões de streams e Grammys na prateleira, que fizeram turnês mundiais deste porte sem incluir os EUA. Bad Bunny com a bandeira de Porto Rico no Super Bowl Foto/AP Photo/Mark J. Terrill Oficialmente, a turnê começou no fim de novembro, na República Dominicana, e passou pelo Brasil apenas três meses depois. Nada de assistir a vídeos de shows na gringa e ficar com “ciuminho” porque lá foi melhor. Bad Bunny deve trazer para cá o show completo, sem concessões. Ele ainda se apresenta em pleno pós-Carnaval. Com um repertório que versa sobre dança, celebração, calor e orgulho latino, os shows serão mais uma extensão da festa. Show no Brasil é marco na carreira dele O sucesso aqui no Brasil também é um grande marco para ele. Bem sucedido em outros países há anos, Bad Bunny teve dificuldade para entrar de vez no mercado brasileiro, o que é comum para muitos artistas internacionais. Enquanto lá fora ele enchia estádios, aqui, teria um público bem menor. Com pouca demanda e alto cache, a caixa não se equilibrava e isso dificultava até trazer os shows para cá. Mas somos um mercado importante para qualquer artista internacional. Este é o país do engajamento, cronicamente online e com público para lotear numerosos shows. É possível fazer sucesso internacional sem o Brasil, mas com os fãs brasileiros, a proporção é outra. Essa questão afeta principalmente os artistas que cantam em espanhol. Nomes como Karol G, J Balvin e Emília já apostaram em parcerias com artistas brasileiros para tentar entrar no mercado nacional. Há várias discussões de por que o Brasil prefere músicas em português (às vezes, até em inglês). A única coisa que dá para dizer é que esse cenário tem mudado. Por muito tempo, acreditava-se que Bad Bunny nunca conseguiria conquistar o mercado brasileiro. Mas ao que tudo indica, nesta “era”, finalmente aconteceu. Ele esgotou dois shows no estádio, foi o principal assunto no Brasil depois do Super Bowl… e emplacou várias músicas nas paradas brasileiras em pleno Carnaval. Texto inicial do plugin Então, os shows aqui não são só boas notícias para os brasileiros; são, para Bad Bunny, uma coroação. Ele está no topo do mundo e vai dançar com a gente. Bad Bunny fez o show do intervalo no Super Bowl no dia 8 de fevereiro de 2026 Morry Gash/AP
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