O exército russo lançou um novo ataque massivo de mísseis e drones contra infraestruturas energéticas da Ucrânia, poucas horas antes da retomada das negociações de paz em Genebra, com mediação dos Estados Unidos.
Parte da onda de trinta mísseis e quase 400 drones conseguiram furar as defesas ucranianas, provocando danos significativos em estruturas de fornecimento de água e aquecimento num dos invernos mais rigorosos dos últimos anos. Como resultado, milhares de moradores ficaram sem energia elétrica em oito regiões diferentes do país.
O Ministério da Defesa russo alegou que muitos dos alvos atingidos foram usados por militares modernos para produção e lançamento de drones.
Três trabalhadores mortos em central elétrica
Pelo menos seis civis morreram nos ataques, em dois incidentes separados na região ucraniana de Donetsk. Três trabalhadores foram atingidos enquanto tentavam consertar uma central elétrica na cidade de Sloviansk. As outras três mortes foram de civis dentro de um carro atingido por drone russo em Kramatorsk, também na região de Donetsk.
As duas cidades, Kramatorsk e Sloviansk, são as maiores da província ucraniana invadida pela Rússia, mas ainda sob controle parcial de Kiev. O Kremlin quer que Zelenski entregue os dois municípios e o resto do território que ainda controla esta região, no leste da Ucrânia. Já o líder ucraniano se recusa a ceder território ainda sob disputa no campo de batalha. Os veículos controlam atualmente mais de três quartos da região de Donetski.
Negociações e filtros no Starlink
Representantes dos dois países recomeçaram negociações de paz em encontro de dois dias, em Genebra, mediados pelas autoridades americanas. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, alertou que a diplomacia não funcionará a menos que venha acompanhada de novas medidas punitivas à Rússia. O primeiro dia discutiu aspectos políticos do conflito. Nesta quarta-feira (18), será uma vez das questões militares.
Em outra frente, o vice-ministro russo da Defesa, Alexei Krivoruchko, negou que o bloqueio do sinal dos satélites Starlink tenha diminuído a eficiência dos drones russos. Faz duas semanas que os ucranianos impuseram filtros à conexão, para evitar o uso pelos russos. Mas Krivoruchko minimizou os efeitos da medida. Segundo ele, o acesso ao Starlink não era generalizado no campo de batalha, e só ocorria para “despistar o inimigo”. “O pessoal do posto de comando está equipado com todos os serviços de comunicação modernos, de fabricação nacional”, assegurou.
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