
Cuba deve sofrer nesta quarta-feira (21) um pagamento generalizado, com cortes de energia que podem deixar até 62% do território nacional simultaneamente sem eletricidade nos horários de maior demanda, segundo estimativas oficiais do setor energético.
De acordo com a União Elétrica de Cuba (UNE), estatal do regime comunista, a capacidade de geração prevista para o pico da tarde e da noite é de cerca de 1.260 megawatts (MW), enquanto a demanda máxima deve atingir 3.230 MW, resultando em um déficit próximo de 2.000 MW. O nível de afetação repete o pior índice registrado já no país, observado em dezembro do ano passado.
A crise energética na ilha se arrasta desde meados de 2024 e é atribuída à má gestão do regime comunista e à escassez de divisões para a compra de petróleo, somada às constantes variações em usinas termoelétricas que operam há décadas sem modernização adequada.
Conforme dados divulgados pela UNE, oito das 16 unidades termoelétricas do país estão fora de operação neste momento por falhas técnicas ou manutenção. Além disso, 101 centrais de geração distribuídas movidas a diesel permaneceram paradas por falta de combustível, assim como duas usinas flutuantes alugadas. Outros motores estão inoperantes por ausência de operações.
De acordo com informações da agência EFEa crise energética em Cuba está sendo agravada pelo corte no fornecimento de petróleo venezuelano, depois da queda do ex-ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. A interrupção do envio de petróleo para a ilha comunista, por ordem dos EUA, eliminou uma das principais fontes de abastecimento do sistema elétrico cubano.
O regime cubano, por sua vez, atribuiu uma crise às avaliações impostas pelos Estados Unidos, que, segundo Havana, provocam uma “asfixia energética”.











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