
O Papa Leão XIV lançou uma antologia inédita que reúne seus ensinamentos sobre a paz mundial. O pontífice, eleito em maio de 2025, defende que o fim dos conflitos não é um conceito ingênuo, mas um processo real que exige enfrentar as dores e as contradições da sociedade atual.
Qual é a ideia central do novo livro do papa?
O livro ‘Desarmado e Desarmante: A Paz é um Dom’ reúne discursos e textos do primeiro ano de pontificado de Leão XIV. A obra explica que a paz cristã não é uma ideia abstrata ou ideológica, mas algo que nasce da experiência concreta e do reconhecimento de que a paz é um presente que exige responsabilidade individual e coletiva para ser construída.
O que o pontífice quer dizer com paz que passa pela cruz?
O papa utiliza uma linguagem que conecta a espiritualidade ao mundo real. Ele afirma que a paz é verdadeira, não ignora o sofrimento humano. Para ele, o diálogo e a reconciliação passam pelas ‘feridas do mundo’, ou seja, pelos problemas reais que enfrentamos, como guerras e desigualdades, em vez de buscar uma solução mágica ou superficial.
Como a trajetória pessoal de Leão XIV influenciou seu pensamento?
O pensamento de Leão XIV foi moldado por sua vivência como missão no Peru durante tempos de terrorismo. Mesmo sob ameaças de grupos guerrilheiros, ele decidiu usar escolas, mantendo uma postura de liberdade interior. Essa experiência agostiniana reforça sua visão de que a paz exige coragem diante do medo e das divisões internas da própria Igreja.
Qual a posição do papa sobre o rearmamento das nações?
O pontífice critica a mentalidade dominante de que a guerra é iminente e que comprar mais armas é a única forma de garantir a segurança. Ele cita relatórios internacionais de paz para alertar sobre o risco de autodestruição da humanidade e defender que o desarmamento negociado e o fortalecimento do direito internacional são caminhos mais eficazes para proteger as populações.
Por que ele destaca a história do oficial soviético Stanislav Petrov?
O papa cita Petrov, que evitou um desastre nuclear em 1983 ao identificar um alarme falso, para mostrar que a consciência de uma única pessoa pode salvar o mundo inteiro. Ele utiliza esse exemplo para fortalecer seu ‘otimismo irredutível’ sobre a capacidade humana de escolher o que é bom, mesmo em momentos de crise extrema.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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