Ucrânia reconsidera plano de paz proposto por Lula e Xi Jinping em 2024



A chancelaria ucraniana passou a reconsiderar o plano para acabar com a guerra feita pelos governos da China e do Brasil em maio de 2024, segundo afirmou à Gazeta do Povo o diplomata porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia Heorhii Tykhyi. A decisão é uma reviravolta na posição de Kiev, que até então rejeitava o plano por ele não prever a devolução dos territórios ucranianos invadidos pela Rússia.

A mudança de posição ucraniana pode dar um novo fôlego aos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ganhar visibilidade internacional positiva. Depois de dar declarações como a de que a guerra poderia ser resolvida tomando cervejas em um bar e de tentar criar um Clube da Paz (supostamente para receber um prêmio Nobel), o petista pela primeira vez tem chances reais de se tornar um mediador do maior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra.

A invasão russa na Ucrânia ocorre no quinto ano, em uma fase caracterizada pela chamada “guerra de atrito”. Nela, nenhum dos dois exércitos consegue avançar significativamente na linha de frente, mesmo ao custo de milhares de baixas diárias.

Tykhyi se referiu de forma positiva ao plano de paz sino-brasileiro ao ser questionado pela reportagem sobre o status atual da relação entre a Ucrânia e o Brasil. Ele também afirmou que “o presidente Lula está adotando uma posição de neutralidade”. As declarações foram feitas durante uma entrevista aos órgãos de imprensa da América Latina na terça-feira (21) feita por videoconferência a partir da capital ucraniana Kiev.