
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Eduardo Bolsonaro poderá integrar um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso a direita vença as eleições presidenciais de 2026. O dirigente destacou a influência política do ex-deputado federal e disse acreditar que ele terá espaço na futura administração.
Valdemar afirmou que Eduardo preserva a força eleitoral, mesmo vivendo nos Estados Unidos desde o início de 2025.
“O Eduardo é diferente”, declarou Costa Neto em entrevista à Revista Oeste. “Faça uma pesquisa em São Paulo e você vai ver a força dele”, disse. “Ele tem prestígio. Tem muito prestígio.”
Costa Neto também relembrou o desempenho de Eduardo Bolsonaro nas eleições para a Câmara dos Deputados. Segundo ele, o ex-deputado ajudou a ampliar a votação de candidatos da legenda.
“Na última campanha dele para deputado federal, ele deixou muitos votos para outros candidatos”, afirmou. “Ele teve uma grande votação.”
Declaração de Costa Neto ocorre em meio ao processo na PF
As declarações de Costa Neto foram feitas um dia após a Polícia Federal concluir o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Eduardo Bolsonaro e encaminhar ao Ministério da Justiça um parecer favorável à sua demissão de carga de escrivão.
A corporação instaurou o procedimento em janeiro, após apontadas faltas injustificadas de Eduardo ao trabalho. Segundo a PF, a ausência prolongada caracteriza o abandono de função.
Antes disso, em dezembro de 2025, Eduardo perdeu o mandato de deputado federal por decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também sob a justificativa de abandono de função. Após a cassação, a Polícia Federal determinou o retorno do ex-parlamentar às atividades como escrito, mas ele não reassumiu a carga.
Eduardo Bolsonaro condiciona retorno ao Brasil a cenário favorável
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o final de fevereiro de 2025. Na época, afirmou que deixou o Brasil por considerar que ele e sua família sofriam perseguição política.
Caso retorne ao país, o ex-deputado terá de cumprir os efeitos das publicações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. A Corte apurou que Eduardo exerceu sua atuação nos Estados Unidos para empurrar ministros durante o julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na segunda-feira (20), Eduardo informou que recebeu um green card concedido pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O documento garante residência permanente no país, permite o exercício de atividade profissional e assegura acesso a determinados benefícios estaduais.
Apesar da autorização de permanência nos Estados Unidos, Eduardo afirmou que pretende voltar ao Brasil quando considerar que existem condições específicas para seu retorno.











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