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Harry Styles canta em show em São Paulo, em 2026 Cesar Soto/g1 No primeiro dos quatro shows que realiza em São Paulo em julho, Harry Styles entregou nesta sexta-feira (17) uma apresentação madura, groovada e dançante – e provou estar no ápice de um artista no controle de seus pontos fortes e, acima de tudo, fracos. O quarto disco de estúdio do ex-One Direction britânico, “Kiss all the time. Disco, ocasionalmente”, pode não ter sido o mais celebrado de sua carreira. Mas, como se provou no estádio do Morumbis para dezenas de milhares de fãs, ele sabe muito bem como tirar o máximo de suas músicas, que dominaram o repertório da noite. Inspirado por um ritmo “low profile” que o músico passava pela Europa, frequentando festinhas e shows do ponto de vista da multidão, o álbum apresenta uma cantoria sempre processada, mergulhada em efeitos e dobras, raramente como a protagonista. Com versões mais groovadas, cruas e, principalmente, poderosas – graças à ótima banda de apoio – de canções como “Are you listen yet?” e “Season 2 Weight Loss”, Harry abre mão de distorções e dá espaço à própria voz. Agora no g1 No processo, se conecta ainda mais com uma plateia que grita e canta durante as quase duas horas de espetáculo. A grande exceção é “Fine Line”, do disco de mesmo nome. Balada mais lenta com interpretação muito próxima ao estúdio, seria momento ideal em qualquer outro show para uma queda de energia do público. Ao invés disso, um silêncio quase religioso toma o estádio, com todos os fãs em um coro meio sussurrado. Coisa linda. Depois de uma melhorada “American girls”, que ganha muito com o acompanhamento dos fãs e com a oportunidade – meio óbvio, é verdade – de meter um “brazillian” em cima de um dos versos do refrão, ele sofre para entender o nome de uma aniversariante na plateia. Puxa então um “parabéns a você” para “Vanessa? Lanessa? Lanissa? Lalessa” e diverte a galera, que tentava avisar que provavelmente se trata de uma “Larissa”. Com certeza, a moça não vai reclamar esse novo apelido. Discoteca e emoção O cantor de 32 anos também tem a ideia de concentrar mais shows em menos lugares na turnê “Together, Together”, o que permite uma estrutura mais elaborada. As passarelas que estendem o palco por quase toda a área da pista ajudam que todo o mundo em algum momento veja Harry bem de perto – e ele faz ótimos proveitos da ideia. Com a banda deslocada ali para a meiúca, o britânico transforma o Morumbis numa discoteca na sequência de “Ready,steady, go!” e “Não dance mais”. A segunda, com direito à única coreografia mais elaborada do cantor e suas dançarinas. Sem deixar a energia se dissipar, emenda “Trate as pessoas com gentileza” em um dos pontos altos da apresentação. Depois da pausa rápida para o bis, leva grande parte dos fãs aos prantos com uma versão emotiva de “Matilda” incluída de um grupo de cordas, no momento do show dedicado a músicas que não fazem parte do setlist fixo. É até covardia que a canção seja seguida por “Sign of the times”, sucesso do disco de estreia mais tocada pelo artista em sua carreira solo. Com direito a fogos de artifício no final, é um dos momentos mais marcantes da noite. Para se despedir e garantir um retorno para casa com energia, após duas canções mais sentimentais, “As it was” bota todo mundo para dançar novamente. Um final certo para uma noite com poucos erros. Arte/g1
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