Congresso entra em modo eleição e trava CPMI do Master



O Congresso Nacional entra em clima de paralisia neste dia 13 de julho de 2026. Com a proximidade do recesso parlamentar e das eleições de outubro, pautas decisivas, como a CPMI do Caso Master e projetos de interesse do governo, foram abandonados por falta de quórum e conveniência política.

O que acontece com as votações no Congresso a partir de agora?

Na prática, a legislatura termina agora em julho. Embora o retorno oficial seja em agosto, o calendário eleitoral vazio de Brasília, pois deputados e senadores priorizarão suas campanhas nas bases. Analistas indicam que projetos não votados até o dia 17 são dificilmente contestados antes do fim do ano, criando uma paralisia consentida para evitar temas que gerem desgaste político durante as eleições.

O que é a CPMI do Master e por que ela está travada?

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) deveria investigar um esquema envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Apesar de ter 281 assinaturas — muito acima do mínimo necessário —, o requisito está parado há cinco meses. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, usa seu poder de decisão para não ler o documento, alegando que a Polícia Federal já está investigando e que a comissão viraria um palanque eleitoral.

Por que o Caso Master gera tanto temor entre os políticos?

O escândalo é visto como um paradoxo: é grave o suficiente para exigir investigação, mas alcança tantos nomes que ninguém quer arriscar o início dos trabalhos. As investigações abrangem um amplo espectro, desde o governo, com o senador Jaques Wagner, até lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira e Hugo Motta. Isso criou o chamado ‘pacto do me solta que eu te largo’, onde as partes evitam o confronto para não serem atingidas.