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Gilberto Gil sempre foi rock? Larissa Luz diz que sim e explica o porquê do projeto que revisita obra do artista

Redação Por Redação
13 de julho de 2026
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Gilberto Gil sempre foi rock? Larissa Luz diz que sim e explica o porquê do projeto que revisita obra do artista
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Gilberto Gil sempre foi rock? Larissa Luz diz que sim e explica o porquê do projeto que revisita obra do artista
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Larissa Luz é autora do projeto Rock in Gil Caio Lírio Quando lançou o espetáculo “Rock in Gil”, Larissa Luz não queria transformar Gilberto Gil em um artista de rock. A proposta era outra: chamar atenção para uma característica que, segundo ela, sempre esteve presente na obra do cantor, mas nem sempre foi reconhecida pelo público. Com releituras de músicas como “Pessoa Nefasta”, “Punk da Periferia”, “Rock do Segurança” e uma versão de “Realce” que ganha guitarras sem perder o balanço característico da canção, o projeto revisita diferentes momentos da carreira de Gil para defender uma ideia simples: ele nunca esteve distante do rock. “O espetáculo não tenta levar Gil para o rock. Na verdade, ele já estava lá. Eu só resolvi ampliar esse volume”, resume a cantora, em entrevista ao g1. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Agora no g1 Mais atitude do que gênero Comemorado mundialmente em 13 de julho, o rock costuma ser associado às guitarras, às bandas e aos grandes festivais. Para Larissa, porém, a essência do gênero está em outro lugar. “Antes de ser gênero musical, o rock representa uma postura diante do mundo. Uma inquietação, um questionamento, uma liberdade, uma ruptura. E Gil sempre carregou isso, mesmo quando não faz uma música que convencionalmente era chamada de rock”. Segundo ela, é justamente essa liberdade que faz da obra de Gil um território difícil de enquadrar em rótulos. “O espetáculo parte da ideia de que a rebeldia também pode dançar, pode ter balanço, pode nascer do tambor”. Essa proposta aparece ao longo de todo o repertório. Em “Realce”, por exemplo, uma guitarra assume protagonismo, mas sem apagar a pulsação dançante que transformou a música em um dos maiores sucessos de Gil. O espetáculo destaca o espírito rock presente na obra de Gilberto Gil através de releituras musicais. Caio Lírio Uma releitura sintetizada a proposta do espetáculo: mostrar que o rock pode dialogar com diferentes ritmos sem perder sua essência — e que talvez Gil já tenha feito isso muito antes de essa mistura parecer natural. O show já passou por Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Porto Alegre. O Gil radical Ao revisitar esse repertório, Larissa diz que passou a enxergar ainda mais a ousadia presente na obra do artista. “Eu descobri o quanto ela é radical. Às vezes, a delicadeza faz a gente esquecer o tanto de ousadia que existe ali”. Gilberto Gil é um dos principais artistas do mundo Reprodução / Facebook Gilberto Gil Para a cantora, Gil sempre rompeu fronteiras musicais muito antes de isso se tornar uma característica valorizada da música brasileira. “Ele sempre esteve propondo encontros improváveis, quebrando músicas, misturando referências que deixavam claro. Talvez hoje isso pareça comum porque muita gente já bebeu dessa fonte”. Ela defende que essa coragem do músico extrapola a música. Como reforça Larissa, Gil nunca precisou escolher entre a tradição e a experimentação, entre o popular e o sofisticado ou entre política e poesia. O rock também é negro Larissa acredita que parte da dificuldade de consideração Gil como um artista de rock passa pela forma como a história do gênero foi construída. “Durante muito tempo o rock brasileiro foi contado como uma história muito branca”, pontua. A cantora Larissa Luz apresenta o projeto “Rock in Gil”. Caio Lírio Nesse sentido, ela aposta que revisita a obra de artistas como Gil também ajuda a ampliar essa narrativa. A proposta é evidenciar a contribuição negra fundamental para o rock, tanto no mundo quanto no Brasil”. Segundo a cantora, entenda essa origem muda também a forma de ouvir Gilberto Gil. “O quanto o público entende hoje que o rock é negro dialoga diretamente com o quanto ele consegue enxergar a dimensão rock que existe na obra de Gil”. De ‘Rock in Gil’ a ‘Desmonte’ O espetáculo também influenciou diretamente “Desmonte”, álbum lançado por Larissa em maio deste ano. Reprodução/Redes Sociais O espetáculo também influenciou diretamente “Desmonte”, álbum lançado por Larissa em maio deste ano No disco, o rock ocupa um lugar central, mas dialoga com samba-reggae, tambores afro-baianos, rap e outras sonoridades presentes na trajetória da artista. E o rock é absolutamente negro”, defende, ressaltando que não vê suas referências como opostas. Muito além das guitarras O espetáculo também influenciou diretamente “Desmonte”, álbum lançado por Larissa em maio deste ano. Caio Lírio Para Larissa, que saiu do espetáculo discutindo apenas timbres de guitarra talvez tenha escapado o principal. “O projeto fala sobre uma maneira de existir artisticamente. “Rock in Gil” não tenta convencer o público de que Gilberto Gil fez discos de rock. A proposta é outra: lembrar que, ao longo de décadas, o artista nunca aceitou as fronteiras entre os gêneros musicais e que talvez essa liberdade seja, justamente, uma das expressões mais autênticas do espírito do rock. reinaugurado com a presença do presidente e show de Gilberto Gil Primeira mulher a dirigir abertura do Carnaval de Salvador, Larissa Luz revela bastidores da festa Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻.
Larissa Luz é autora do projeto Rock in Gil Caio Lírio Quando lançou o espetáculo “Rock in Gil”, Larissa Luz não queria transformar Gilberto Gil em um artista de rock. A proposta era outra: chamar atenção para uma característica que, segundo ela, sempre esteve presente na obra do cantor, mas nem sempre foi reconhecida pelo público. Com releituras de músicas como “Pessoa Nefasta”, “Punk da Periferia”, “Rock do Segurança” e uma versão de “Realce” que ganha guitarras sem perder o balanço característico da canção, o projeto revisita diferentes momentos da carreira de Gil para defender uma ideia simples: ele nunca esteve distante do rock. “O espetáculo não tenta levar Gil para o rock. Na verdade, ele já estava lá. Eu só resolvi ampliar esse volume”, resume a cantora, em entrevista ao g1. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Agora no g1 Mais atitude do que gênero Comemorado mundialmente em 13 de julho, o rock costuma ser associado às guitarras, às bandas e aos grandes festivais. Para Larissa, porém, a essência do gênero está em outro lugar. “Antes de ser gênero musical, o rock representa uma postura diante do mundo. Uma inquietação, um questionamento, uma liberdade, uma ruptura. E Gil sempre carregou isso, mesmo quando não faz uma música que convencionalmente era chamada de rock”. Segundo ela, é justamente essa liberdade que faz da obra de Gil um território difícil de enquadrar em rótulos. “O espetáculo parte da ideia de que a rebeldia também pode dançar, pode ter balanço, pode nascer do tambor”. Essa proposta aparece ao longo de todo o repertório. Em “Realce”, por exemplo, uma guitarra assume protagonismo, mas sem apagar a pulsação dançante que transformou a música em um dos maiores sucessos de Gil. O espetáculo destaca o espírito rock presente na obra de Gilberto Gil através de releituras musicais. Caio Lírio Uma releitura sintetizada a proposta do espetáculo: mostrar que o rock pode dialogar com diferentes ritmos sem perder sua essência — e que talvez Gil já tenha feito isso muito antes de essa mistura parecer natural. O show já passou por Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Porto Alegre. O Gil radical Ao revisitar esse repertório, Larissa diz que passou a enxergar ainda mais a ousadia presente na obra do artista. “Eu descobri o quanto ela é radical. Às vezes, a delicadeza faz a gente esquecer o tanto de ousadia que existe ali”. Gilberto Gil é um dos principais artistas do mundo Reprodução / Facebook Gilberto Gil Para a cantora, Gil sempre rompeu fronteiras musicais muito antes de isso se tornar uma característica valorizada da música brasileira. “Ele sempre esteve propondo encontros improváveis, quebrando músicas, misturando referências que deixavam claro. Talvez hoje isso pareça comum porque muita gente já bebeu dessa fonte”. Ela defende que essa coragem do músico extrapola a música. Como reforça Larissa, Gil nunca precisou escolher entre a tradição e a experimentação, entre o popular e o sofisticado ou entre política e poesia. O rock também é negro Larissa acredita que parte da dificuldade de consideração Gil como um artista de rock passa pela forma como a história do gênero foi construída. “Durante muito tempo o rock brasileiro foi contado como uma história muito branca”, pontua. A cantora Larissa Luz apresenta o projeto “Rock in Gil”. Caio Lírio Nesse sentido, ela aposta que revisita a obra de artistas como Gil também ajuda a ampliar essa narrativa. A proposta é evidenciar a contribuição negra fundamental para o rock, tanto no mundo quanto no Brasil”. Segundo a cantora, entenda essa origem muda também a forma de ouvir Gilberto Gil. “O quanto o público entende hoje que o rock é negro dialoga diretamente com o quanto ele consegue enxergar a dimensão rock que existe na obra de Gil”. De ‘Rock in Gil’ a ‘Desmonte’ O espetáculo também influenciou diretamente “Desmonte”, álbum lançado por Larissa em maio deste ano. Reprodução/Redes Sociais O espetáculo também influenciou diretamente “Desmonte”, álbum lançado por Larissa em maio deste ano No disco, o rock ocupa um lugar central, mas dialoga com samba-reggae, tambores afro-baianos, rap e outras sonoridades presentes na trajetória da artista. E o rock é absolutamente negro”, defende, ressaltando que não vê suas referências como opostas. Muito além das guitarras O espetáculo também influenciou diretamente “Desmonte”, álbum lançado por Larissa em maio deste ano. Caio Lírio Para Larissa, que saiu do espetáculo discutindo apenas timbres de guitarra talvez tenha escapado o principal. “O projeto fala sobre uma maneira de existir artisticamente. “Rock in Gil” não tenta convencer o público de que Gilberto Gil fez discos de rock. A proposta é outra: lembrar que, ao longo de décadas, o artista nunca aceitou as fronteiras entre os gêneros musicais e que talvez essa liberdade seja, justamente, uma das expressões mais autênticas do espírito do rock. reinaugurado com a presença do presidente e show de Gilberto Gil Primeira mulher a dirigir abertura do Carnaval de Salvador, Larissa Luz revela bastidores da festa Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻.[/gpt3]

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