Defesa de Valdemar critica bloqueio de R$ 119 milhões no STF



Nesta sexta-feira (10), a defesa de Valdemar Costa Neto criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de bloquear R$ 119 milhões do político. A medida faz parte de uma investigação sobre o direcionamento irregular de emendas parlamentares por quem não possui mandato eletivo.

Qual é a principal acusação contra Valdemar Costa Neto?

A Polícia Federal investiga se Valdemar, mesmo sem ter um cargo de deputado ou senador, atuou como ‘mandante’ no direcionamento de emendas parlamentares. Por lei, apenas os congressistas eleitos podem decidir o destino dessas palavras públicas. O investigador suspeita que pelo menos 21 emendas foram articuladas em benefício dele, usando nomes de outros parlamentares em planilhas para dar uma aparência de legalidade ao processo.

O que a defesa alega para contestar a decisão de Flávio Dino?

Os advogados de Valdemar afirmam que a decisão criminaliza a atividade política. Eles argumentaram que é papel legítimo de um presidente de partido dialogar com parlamentares, defender pautas da legenda e influenciar sua bancada. Segundo a defesa, não há prevenção de fraude ou desvio de dinheiro que justifiquem uma proteção criminosa, classificando as premissas da investigação como frágeis e subjetivas.

O que é e como surgiu a Operação Transparência?

A Operação Transparência foi deflagrada pela Polícia Federal no final de 2023 para apurar um esquema paralelo de distribuição de recursos públicos. A investigação se concentra em servidores e políticos que estariam manipulando o sistema de emendas para favorecer interesses particulares. O caso atual de Valdemar é um desdobramento dessa operação, que já analisou mensagens de celulares entendidas com servidores da Câmara.