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O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal (PF), Dennis Cali, prevê a entrega dos primeiros relatórios finais sobre a operação Sem Desconto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em julho.
“Em breve, muito em breve, na questão da ‘Sem Desconto’, será apresentado relatório, os que estão ali mais maduros, pelo menos, na visão da polícia, com materialidade suficiente e autoria, a gente já pretende entregar esses relatórios se possíveis ainda neste mês”, afirmou Cali, em um café da manhã com jornalistas realizados nesta sexta-feira (3).
A operação contra as fraudes em descontos associativos já teve nove fases e atingiu, além de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o filho do presidente Lula (PT), Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e o irmão do presidente, Frei Chico.
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Diante da repercussão, o Congresso contornou com uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para conduzir uma apuração em paralelo às fraudes. A inclusão de Lulinha, porém, levou a uma agressão governamental que culminou na rejeição do relatório final, apresentado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL).
Já o diretor-executivo da PF, Willian Murad, negou que a investigação estaria sendo negligenciada por conta do período eleitoral. De acordo com ele, a operação Sem Desconto é a que conta, hoje, com o maior volume de investimentos.
“Estamos absolutamente tranquilos porque a operação referida tem a priorização devida, tanto que é a operação que conta hoje com maior número de recursos disponíveis, em termos de delegados e analistas. Então, é uma inverdade que a PF não consegue concluir pela escassez de recursos humanos, com a sugestão de que isso está sendo direcionado e não priorizado pensando em processo eleitoral”,
A PF pediu ao Supremo a ampliação do prazo para as conclusões da operação. De acordo com Cali, o pedido ocorreu para que a equipe conseguisse concluir uma análise do material coletado. O diretor-geral, Andrei Rodrigues, disse que a conclusão não impede a análise de outros fatos que extrapolem como fraudes.















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