[ad_1]
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta terça-feira (30), um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a decisão que acabou com a possibilidade de “punir” juízes com a prorrogação remunerada compulsória.
Com a retirada desses embargos de declaração (pedido de esclarecimentos sobre uma decisão), o colegiado mantém o seu entendimento de que a retirada deve ter apenas caráter previdenciário, não podendo ser utilizada como ferramenta de proteção.
No acórdão, os ministros apontam para a reforma da Previdência como marco que acabou com a possibilidade. Com isso, “não havendo exceção expressa, inviável a manutenção remunerada do vínculo de um agente público que comete conduta reprovável em grau máximo, muito menos chamar tal manutenção de aposentadoria”.
VEJA TAMBÉM:
-

PGR recorre contra fim da aposentadoria compulsória como justiça para juízes
-

Juíza defende valorização de magistrados em meio a experimental anti-penduricalhos
“A não responsabilização proporcional de membros do Poder Judiciário acarreta assimetria ilegítima entre os Poderes. No Poder Executivo há possibilidade de perda da carga e no Poder Legislativo há possibilidade de cassação de mandato, isto é, sanções compatíveis com ilícitos graves que impedem a obtenção de remunerações por parte do agente público. A responsabilização de membro do Poder Judiciário com “aposentadoria-sanção”, transferência precoce para a inatividade com a obtenção de comprovados, gera desequilíbrio entre os Poderes”, fixa o Acórdão.
Associações de magistrados e procuradores apontam risco à autonomia da Justiça com a decisão, uma vez que as autoridades estariam mais sujeitas a retaliações com uma deliberação de missão. O princípio da vitalicidade é utilizado como embasamento para contestar a mudança. Cármen Lúcia tratou do tema durante a sessão, opinando que a garantia não é absoluta e não pode ser sinônimo de impunidade.
A medida se junta com a explosão contra os chamados penduricalhos no quadro de atritos entre o Supremo e a magistratura. As duas medidas, tidas por alguns analistas como “moralizantes”, ocorrem em meio a pesquisas que indicam queda constante na aprovação popular da Corte.















Deixe o Seu Comentário