
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou na noite de segunda-feira (29) que os vendedores de gasolina americanos baixassem os preços do combustível, alegando que os preços no mercado internacional do petróleo sofreram forte redução nas últimas duas semanas.
“Os vendedores de gasolina devem baixar seus preços, IMEDIATAMENTE! Eles estão altos demais, considerando que o petróleo está agora em US$ 68 o barril — e em trajetória de queda. Os vendedores devem reagir rapidamente a esta declaração e fazer o que sabem ser o certo: BAIXEM OS PREÇOS PARA O NOSSO GRANDE POVO AMERICANO!”, escreveu Trump na rede Truth Social, no seu conhecido estilo de colocar letras em alguns trechos.
“Não haverá cobrança abusiva de preços, o que é totalmente ilegal. Se os vendedores não fizerem isso, enfrentarão grandes problemas! Comecem a mirar na faixa de US$ 2,50 o galão, e a Califórnia deve parar de cobrar impostos tão pesados sobre a gasolina adicionada”, o presidente americano, aproveitando a oportunidade para alfinetar seu desafeto, o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, cotado para concorrer à presidência em 2028.
“Em breve, o imposto será mais caro do que o próprio produto, e os Estados Unidos não tolerarão isso — nem o povo da Califórnia, que está sendo vítima de abusos devido a esses impostos ridículos e ao seu próprio governo”, disse Trump.
Na quarta-feira passada (24), Trump já havia afirmado que as grandes empresas do setor de petróleo não baixariam seus preços ao consumidor “de forma proporcional” após o memorando assinado com o Irã para dar fim à guerra contra os americanos e Israel e anunciou uma investigação sobre o assunto.
Os preços internacionais do petróleo baixaram fortemente da assinatura do Memorando de Islamabad, assinado pelos Estados Unidos e pelo Irã no último dia 17 e que distribuíram diretrizes para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro.
Os valores praticados foram disparados nos meses anteriores devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã – pela passagem marítima, cerca de 20% do petróleo mundial transitava antes do conflito.
O Memorando de Islamabad verificou a reabertura de Ormuz, mas o documento afirma que a retomada do acesso aos níveis pré-guerra ocorrerá somente após a remoção de “obstáculos técnicos e militares” e a desminagem.











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