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Jaques Wagner teria tratado da “Emenda Master” com aliado de Vorcaro

Redação Por Redação
24 de junho de 2026
Em Notícias
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Jaques Wagner teria tratado da “Emenda Master” com aliado de Vorcaro
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


A Polícia Federal afirma que mensagens encontradas durante a Operação Compliance Zero indicam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) manteve interlocução direta com o empresário Augusto Lima, um dos aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, na Bahia.

De acordo com uma apuração do Estadão e da Bandamensagens apontam que Wagner teria procurado Lima para marcar um encontro em Brasília em meados de agosto de 2024 para discutir a chamada “Emenda Master” e assuntos relacionados às eleições legislativas daquele ano.

A defesa do senador, no entanto, negou qualquer atuação em favor dos interesses de Vorcaro e do Mestre, e que “já esclareceu publicamente a relação que mantinha com Augusto Lima, que não se confunde com negócios do Banco” (veja na íntegra mais abaixo).

“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, completou a defesa do empresário em nota (veja na íntegra mais abaixo).

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De acordo com a transcrição das mensagens obtidas pela Polícia Federal, o senador invejou uma mensagem de áudio no dia 25 de agosto solicitando o encontro com Lima quando esteve em Brasília.

“Se você estiver em Brasília, vamos marcar que eu preciso conversar com você pra saber como estão as coisas do banco… quero que ele passe como é que estão as questões da eleição”, afirmou.

Lima respondeu confirmando que estaria na capital federal e aceitou o convite para uma reunião na manhã seguinte no gabinete de Wagner. Após o encontro presencial, o empresário teria encaminhado ao senador informações relacionadas à chamada “Emenda Master”, proposta estratégica considerada para os interesses do banco.

A Polícia Federal aponta que os contatos ocorreram durante a tramitação da medida que previa ampliar a cobertura individual do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF, capitaneada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). A proposta, no entanto, não avançou no Senado e acabou engavetada.

O relatório ainda menciona que Daniel Vorcaro também buscou contato com Wagner para tratar da tramitação da emenda. Segundo a investigação, o compartilhamento do número pessoal do senador, as conversas reservadas e os encontros presenciais reforçam a suspeita de proximidade entre os parlamentares e representantes do Banco Master durante a discussão da proposta.

“A sequência dos eventos acima (…) configura, em juízo indiciário, padrão de acompanhamento direto, pelo Senador JAQUES WAGNER, de pauta legislativa de interesse do grupo investigado”, registrada a Polícia Federal no documento.

Principal alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na semana passada, Wagner enfrenta uma pressão crescente dentro e fora da base governamental para deixar a liderança do governo no Senado. A investigação apura se o parlamentar recebeu vantagens indevidas para atuar em favor do Banco Master em discussões legislativas.

Segundo a Polícia Federal, uma análise dos celulares descobriu um conjunto de elementos que indicam uma atuação contínua do Senado em diretrizes definidas ao banco entre 2022 e 2025.

No relatório, os pesquisadores afirmam que há promessas de que Wagner exerceu o mandato de forma alinhada aos interesses estratégicos do conglomerado financeiro, em um comportamento que classifica como “contínuo, sistemático e documentado”.

O que dizem os citados

Veja abaixo o que disse a defesa de Jacques Wagner sobre a nova apuração da Polícia Federal:

A defesa do senador Jaques Wagner reforça que nunca houve atuação, intermediação, negócio ou tratativa envolvendo projetos do Banco Master. O diálogo em questão refere-se a conversas pessoais. O senador já esclareceu publicamente a relação que mantinha com Augusto Lima, que não se confunde com negócios do Banco.

O parlamentar nunca atuou em favor do Banco Master ou de qualquer outra instituição financeira. Sua conduta no Senado Federal é pautada pelo interesse público e defesa do consumidor.

O senador nunca atendeu qualquer pleito do Mestre. Reforçando isso, em nota, o próprio senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da PEC do BC, afirmou nunca ter sido processado pelo líder do governo para tratar da chamada “emenda Master”.

Veja o que disse a defesa de Augusto Lima sobre a purificação:

As diligências realizadas pela Polícia Federal nestes dados eram incidentais, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.

De todo modo, as medidas contribuem para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos.

Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.

Liderança ameaçada

Nesta quarta-feira (24), Wagner se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para apresentar sua versão dos fatos, em um encontro que pode definir sua permanência na liderança do governo no Senado. A decisão é acompanhada com atenção por aliados do governo, que avaliam os impactos da crise sobre a articulação política da gestão federal.

Apesar da pressão pelas substituições do senador, Lula também considera a influência de Wagner na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por conta da tramitação de propostas prioritárias do governo para as eleições, como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.

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Tags: aliadoBahiaBanco Mestreciro nogueiraDaniel VorcaroemendaJacques WagnerJaqueslulaMasterteriatratadoVorcaroWagner
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