
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (3) que “jamais” sugeriu substituir o Pix pelo Zelle, ferramenta de pagamentos dos Estados Unidos. Ele cobrou uma retração de veículos de imprensa e criticou o que foi classificado como “patifaria”.
Em entrevista ao Notícias TCMnesta quarta (3), Eduardo comentou sobre a possível negociação para evitar o novo tarifaço anunciado pelos EUA contra o Brasil. Entre as justificativas para a sanção, o governo Trump citou o uso do Pix, alegando que a ferramenta prejudicaria empresas de pagamentos eletrônicos dos EUA.
Questionado se o Pix estaria ameaçado, o ex-deputado disse que o governo brasileiro tem “bons argumentos” e citou o Zelle, classificando a ferramenta como o “Pix dos EUA”. Diferentemente do Pix, o Zelle é operado por um consórcio privado de bancos por meio da empresa Serviços de alerta precoce.
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“Isso daí… Fizemos um pedido aos americanos para que qualquer tipo de tarifa ou retaliação nesse sentido comercial demorasse, que esperasse pelo menos até a eleição desse ano, porque se o Flávio Bolsonaro for eleito teremos outra diretriz de governo federal”, disse o ex-deputado ao MTC.
“Agora, os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle. O Pix dos EUA é o Zelle. Então dá para ir para a mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, acrescentou, citando que os EUA têm interesse em terras raras e em manganês.
“Dá para conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar o ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utiliza de pagamento”, disse o ex-deputado.
A fala gerou forte repercussão nas redes sociais. Em um vídeo divulgado nesta tarde, Eduardo citou uma reportagem do jornal O Globo com o seguinte título: “Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix pelo sistema americano Zelle e vira alvo de críticas nas redes”.
“Eu exijo uma representação… Eu absolutamente jamais disse isso. Eu desafio o Globo a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha aqui por aventura algo nesse sentido”, afirmou. Ele destacou que o Pix foi “criado por Jair Messias Bolsonaro sem taxa e assim continuará sendo”.
A ferramenta de pagamento instantâneo começou a ser desenvolvida pela área técnica do Banco Central em maio de 2018, no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). O BC lançou a marca Pix em fevereiro de 2020, no início do governo Bolsonaro. O Pix começou a ser usado em novembro de 2020.
Eduardo acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “promover um conflito com os Estados Unidos”. “Porque na mentalidade do Lula, ele acha que uma briga com Trump vai aumentar a popularidade dele”, afirmou.











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