Ao comentar as declarações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) citou o Zelle, sistema de transferências instantâneas utilizado por bancos norte-americanos, mas não defendeu a substituição do Pix por uma plataforma estrangeira.
Durante entrevista ao canal TMC, o parlamentar afirmou que os Estados Unidos também possuem mecanismos de pagamentos digitais semelhantes ao modelo brasileiro do Pix.
“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos”, afirmou Eduardo.
Eduardo possui que o Zelle desempenha nos Estados Unidos uma função semelhante à do Pix no Brasil. Segundo ele, a existência de sistemas com características semelhantes poderia servir de argumento em uma mesa de negociação entre os governos brasileiro e norte-americano.
A fala ganhou repercussão nas redes sociais e foi interpretada por parte dos usuários como uma defesa da troca do Pix pelo Zelle, embora essa proposta não tenha sido apresentada pelo ex-deputado.
Apesar das comparações, os dois sistemas possuem diferenças estruturais. O Pix é uma infraestrutura pública criada e administrada pelo Banco Central, disponível para praticamente todas as instituições financeiras do país e utilizada por pessoas físicas, empresas e órgãos públicos.
O Zelle é uma rede privada controlada por um consórcio de grandes bancos norte-americanos, voltada principalmente para transferências entre clientes das instituições participantes.
O Pix permite pagamentos por QR Code, cobranças, transferências e modalidades de transação em uma única plataforma nacional, o Zelle funciona como um serviço integrado aos aplicativos bancários dos Estados Unidos, concentrado em transferências entre pessoas físicas.
A declaração colocou em meio ao debate sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e às discussões sobre possíveis tarifas anunciadas pelo governo norte-americano nesta semana. Eduardo Bolsonaro argumentou que a existência de sistemas de pagamento instantâneos em ambos os países poderia ser apresentada como um ponto de aproximação nas negociações, sem mencionar as substituições do Pix pelo sistema americano.
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