
O regime comunista da China inaugurou em abril o primeiro data center submarino comercial do mundo movido por energia eólica. A estrutura foi instalada no mar com o objetivo de atender à crescente demanda do mercado por processamento de dados, serviços digitais e inteligência artificial com menor consumo de energia.
O data center está localizado na região de Lingang, a cerca de 10 quilômetros da costa de Xangai, e foi instalado a 35 metros de profundidade. A estrutura fica conectada a um parque eólico próximo, que é responsável por abastecer a maior parte da operação. O projeto usa água do mar para resfriar os servidores.
Segundo informações, a instalação custou US$ 226 milhões (R$ 1,4 bilhão, na cotação mais recente) e foi projetada para reduzir uma das maiores despesas dos data centers tradicionais atuais: a refrigeração. Em estruturas instaladas em terra, os servidores precisam funcionar em ambientes rigidamente controlados, ou que exigem alto gasto com sistemas de ar condicionado e resfriamento industrial.
Neste modelo chinês, a própria água do mar cumpre essa função. Segundo os responsáveis pelo projeto, as correntes oceânicas absorveram e dissiparam o calor produzido pelos equipamentos do data center, reduzindo em até 90% o consumo de energia normalmente usada apenas para resfriamento. O consumo total de eletricidade do data center caiu 22,8%, segundo os dados divulgados.
A estrutura está localizada dentro de uma cabine submarina resistente à pressão, com 1.433 toneladas, peso equivalente a cerca de mil ônibus de passageiros. O data center abriga quase 2 mil servidores distribuídos em 24 gabinetes de alta densidade, estruturas utilizadas para acomodação e organização de equipamentos de processamento de dados. Os equipamentos serão usados para serviços digitais ao consumidor, computação em nuvem, análise de grandes volumes de dados e modelos chineses de linguagem voltadas para inteligência artificial.
Além de reduzir o gasto energético, o modelo submarino de data center também elimina o uso de água doce no processo de resfriamento e diminui em mais de 90% a necessidade de ocupação de áreas em terra.
A faz parte do esforço do regime chinês para ampliar sua capacidade de processamento em meio à corrida global por inteligência artificial.











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