Caso Henry Borel: júri deve ouvir neste domingo babá que mudou versões sobre o caso
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Julgamento do caso Henry Borel O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma neste domingo (31), às 10h, o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A expectativa é que o principal depoimento do dia seja o de Thayná Ferreira, babá da criança e uma das testemunhas mais importantes de todo o processo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Thayná conviveu diariamente com Henry nos meses que antecederam sua morte e acompanhou a rotina do menino com a mãe e o então padrasto. Além da proximidade com os fatos investigados, ela deverá ser questionada sobre as diferentes versões que foram apresentadas ao longo do caso. Segundo a defesa de Monique, a babá foi pressionada a omitir informações e o mentiroso durante a fase inicial das investigações. Já a defesa de Jairinho sustenta que os relatos posteriores foram influenciados por terceiros e tenta descredibilizar os depoimentos que apontam episódios anteriores de violência contra a criança. Audiência do caso Henry Borel, com presença de Jairinho e Monique Medeiros Brunno Dantas/TJ-RJ O julgamento entra em sua reta final após seis dias de depoimentos 16 testemunhas já foram ouvidas. A previsão é que os trabalhos avancem pelos próximos dias, com oitiva de testemunhas de defesa, interrogatórios dos réus e debates finais entre acusação e defesa antes da decisão dos jurados. Babá é testemunha chave Nos bastidores do julgamento, há um clima de suspense em relação ao depoimento de Thayná, visto que ela já apresentou três versões diferentes dos fatos e em dois momentos os relatos não foram desenvolvidos a Monique. Na primeira vez em que falou à polícia, em março de 2021, ela afirmou que nunca vi nada de anormal na relação de Jairinho e Monique com o menino. Em um segundo depoimento, dado no mês seguinte, Thayná disse que Monique sabia das agressões sofridas por Henry e que teria pedido para que ela mentisse à polícia. Na ocasião, a babá afirmou que soube de três episódios de agressão contra o menino. Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, usou uma camiseta com fotos do filho Jornal Nacional/ Reprodução Já durante a audiência de instrução do caso, Thayná mudou novamente a versão e declarou que não sabia das agressões praticadas por Jairinho. Na mesma audiência, afirmou que se sentiu manipulado por Monique. A babá de Henry responde por falso testemunho. Em entrevista ao g1, a advogada Juliana Nascimento, que representa Thayná, afirmou que agora a babá pretende esclarecer as diferentes versões por ela ao longo do processo. Segundo a advogada, Thayná sofreu pressão para mentir durante a investigação do caso. “A Thayná respondeu a um processo de falso testemunho, ela foi coagida e pressionada a mentirosa pela Monique, que pediu a ela para apagar mensagens (do celular). Por medo, a Thayná não revelou tudo”, explicou a advogada. Vale lembrar que em março, antes do júri ser adiado, a Justiça do Rio de Janeiro teve dificuldades para localizar Thayna. Advogado obrigou Monique a mentir, disse irmão O principal depoimento deste sábado (30) foi de Bryan Medeiros, irmão de Monique. Ele afirmou aos jurados que a mãe de Henry foi orientada a mentir durante o primeiro depoimento prestado à polícia após a morte da criança. Segundo Bryan, a estratégia teria sido definida pelo advogado André França Barreto, que na época representava simultaneamente Monique e Jairinho. “A Monique foi treinada para mentir no primeiro depoimento, e a gente não tinha ideia de que seria extremamente prejudicial”, disse. Justiça retoma julgamento do caso Henry Borel; Mãe e padrasto são acusados de tortura e homicídio qualificado Jornal Nacional/ Reprodução O irmão da ré afirmou que a versão apresentada inicialmente à polícia foi construída para afastar suspeitas sobre Jairinho. “Falar que o Jairo acordou seria extremamente prejudicial. Então, ele coloca a Monique na posição de ter acordo primeiro e que não teria suspeitas”, completou. Bryan também declarou que não presenciava sinais de agressão em Henry durante a convivência com o sobrinho. “A pele dele era muito branquinha. Se tivesse alguma mancha, ficaria muito destacada na pele dele”, disse. Ao comentar as acusações de ex-companheiras de Jairinho, o irmão de Monique afirmou que passou a acreditar que havia um padrão de comportamento do ex-vereador. “Hoje eu tenho elementos para caracterizar que o modus operandi dele é semelhante a esse”. Jairinho e Monique no banco dos réus Reprodução/TV Globo Questionado pela juíza Elizabeth Machado Louro, Bryan negou que Monique tenha relatado à família quaisquer suspeitas de agressão contra Henry antes da morte da criança. Além de Bryan Medeiros, o sábado também contou com os depoimentos de Ari Mamed, ex-colega de trabalho dela, e Márcia Eduarda Andrade Vieira, que era funcionária do condomínio Majestic e responsável pela brinquedoteca do local. Mamed afirmou que considera Monique uma pessoa idônea, que nunca viu nada que a desabonasse como mãe e que era muito amada na escola em que trabalhavam. Já Márcia contou que Henry frequentava o espaço de lazer do condomínio sempre com a mãe e que Monique era simpática e brincava junto com o menino. Outras testemunhas Além de Thayná Ferreira, outras testemunhas ligadas à defesa de Monique deverão ser ouvidas pelo Tribunal do Júri. Entre elas é uma prima de Monique. A ordem das oitivas segue uma determinação judicial decorrente de um habeas corpus concedido à defesa de Jairinho. A decisão de que o ex-vereador será interrogado apenas depois de Monique, já que a mãe de Henry pretende atribuir a ele a responsabilidade pelas agressões contra a criança. Por causa dessa decisão, as testemunhas ligadas à defesa de Monique passaram a ser ouvidas antes das testemunhas de defesa de Jairinho. Jairinho durante o depoimento Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Testemunhas de defesa de Jairinho Após a conclusão das testemunhas indicadas por Monique, o júri deverá ouvir os nomes convocados pela defesa de Jairinho. Entre eles está o coronel Jairo Souza Santos, pai do ex-vereador, que deverá falar sobre a personalidade do filho e rebater as acusações apresentadas durante o julgamento. Outro foco da estratégia defensiva é a contestação das provas técnicas produzidas ao longo da investigação. Os advogados de Jairinho sustentam que há falhas na produção e interpretação dos laudos periciais e tentam dificultar a conclusão por peritos ouvidos pelo Ministério Público. A defesa também busca demonstrar aos jurados que as testemunhas de acusação foram influenciadas por Leniel Borel, pai de Henry. A tese foi reforçada pelos advogados ao longo da semana, especialmente após depoimentos de ex-namorados de Jairinho e de pessoas que relataram episódios anteriores de agressão. Enquanto isso, a defesa de Monique tenta convencer os jurados de que ela não tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho e que vivia uma relação marcada por controle, ciúmes e violência psicológica praticada por Jairinho. Com a expectativa em torno do depoimento de Thayná Ferreira, o julgamento entra neste domingo em uma fase considerada decisiva para o fechamento dos acontecimentos que antecederam a morte de Henry Borel. Jairinho e Monique Medeiros na audiência desta terça-feira (14) sobre o caso Henry Borel Brunno Dantas/TJ-RJ Depoimento de Leniel dura quase 10 horas Em um depoimento de quase 10 horas, o pai de Henry, Leniel Borel, relembrou momentos vívidos com o filho pouco antes da morte da criança e afirmou ter considerado estranhas algumas atitudes de Monique. Ao relembrar a madrugada de 8 de março de 2021, Leniel Borel contou aos jurados que recebeu uma ligação de Monique Medeiros por volta das 4h20 da manhã, quando seguiu para o trabalho em Macaé. Segundo ele, a mãe de Henry informou que o menino estava em parada cardiorrespiratória no Hospital Barra D’Or. Pouco depois, Jairinho também falou ao telefone e pediu que ele fosse até a unidade de saúde. “Vem aqui para a Barra D’Or que o Henry está em parada cardíaca”, relatou Leniel, reproduzindo a fala atribuída ao ex-vereador. O pai de Henry afirmou que chegou ao hospital cerca de 20 minutos depois e encontrou médicos tentando reanimar a criança. Emocionado, contornou que a cena o marcou profundamente. “Eu vejo meu filho cheio de marcas, deitado na maca, rígido. Eu entreguei ele bem de saúde horas antes. Aquela criança já não era meu filho.” Segundo Leniel, naquele primeiro momento Jairinho afirmou que havia acordo após ouvir um barulho e encontrar Henry caído. O pai da criança disse que a explicação apresentada pelo casal chamou sua atenção imediatamente, principalmente pela informação de que Monique teria feito os procedimentos de reanimação enquanto Jairinho dirigia até o hospital. “Eu conhecia a Monique há oito anos e ela nunca fez um curso de primeiro socorro. Qual era o mais lógico? Era o Jairinho, que é médico, fazendo os procedimentos e a Monique dirigindo. Mas não. Isso já me chamou atenção. Ligou o alerta na hora.” Durante o depoimento, Leniel também chorou ao comentar os acontecimentos que antecederam a morte do filho e afirmou acreditar que oportunidades de interrupção da situação foram perdidas ao longo das semanas anteriores. “Isso me dói, isso me machuca. Tiraram toda possibilidade do Henry se salvar e tiraram a minha oportunidade de salvar meu filho.” Jairinho durante o depoimento no caso Henry Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Estratégias de Jairinho e Monique A contestação de provas periciais é uma das principais apostas da defesa de Jairinho para tentar absolver o réu, que até esta sexta-feira foi atacada em depoimentos de ex-namoradas e da filha de uma delas. Todos citaram episódios de agressão contra eles e seus filhos, em diferentes períodos. A defesa de Jairinho nega e afirma que Leniel Borel, pai da criança, orientou como testemunhas um mentiroso para incriminar o ex-vereador. Leniel foi ouvido nesta sexta-feira (29) no II Tribunal do Júri. Ele afirmou acreditar que a morte de Henry foi premeditada. Leniel Borel após adiamento do júri da morte do filho Henrique Coelho/g1 Rio Já a defesa de Monique quer tentar provar que ela não tinha conhecimento das agressões contra o filho e que Vivia sob uma rotina de violência nas mãos de Jairinho, apontada por ela como o responsável pela morte de Henry. Os advogados querem provar aos jurados que Jairinho, além de cometer o crime, atuoso para calar testemunhas do processo, e que a babá Thayná de Oliveira Ferreira seria cúmplice de Jairinho em episódios de tortura.
Julgamento do caso Henry Borel O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma neste domingo (31), às 10h, o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A expectativa é que o principal depoimento do dia seja o de Thayná Ferreira, babá da criança e uma das testemunhas mais importantes de todo o processo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Thayná conviveu diariamente com Henry nos meses que antecederam sua morte e acompanhou a rotina do menino com a mãe e o então padrasto. Além da proximidade com os fatos investigados, ela deverá ser questionada sobre as diferentes versões que foram apresentadas ao longo do caso. Segundo a defesa de Monique, a babá foi pressionada a omitir informações e o mentiroso durante a fase inicial das investigações. Já a defesa de Jairinho sustenta que os relatos posteriores foram influenciados por terceiros e tenta descredibilizar os depoimentos que apontam episódios anteriores de violência contra a criança. Audiência do caso Henry Borel, com presença de Jairinho e Monique Medeiros Brunno Dantas/TJ-RJ O julgamento entra em sua reta final após seis dias de depoimentos 16 testemunhas já foram ouvidas. A previsão é que os trabalhos avancem pelos próximos dias, com oitiva de testemunhas de defesa, interrogatórios dos réus e debates finais entre acusação e defesa antes da decisão dos jurados. Babá é testemunha chave Nos bastidores do julgamento, há um clima de suspense em relação ao depoimento de Thayná, visto que ela já apresentou três versões diferentes dos fatos e em dois momentos os relatos não foram desenvolvidos a Monique. Na primeira vez em que falou à polícia, em março de 2021, ela afirmou que nunca vi nada de anormal na relação de Jairinho e Monique com o menino. Em um segundo depoimento, dado no mês seguinte, Thayná disse que Monique sabia das agressões sofridas por Henry e que teria pedido para que ela mentisse à polícia. Na ocasião, a babá afirmou que soube de três episódios de agressão contra o menino. Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, usou uma camiseta com fotos do filho Jornal Nacional/ Reprodução Já durante a audiência de instrução do caso, Thayná mudou novamente a versão e declarou que não sabia das agressões praticadas por Jairinho. Na mesma audiência, afirmou que se sentiu manipulado por Monique. A babá de Henry responde por falso testemunho. Em entrevista ao g1, a advogada Juliana Nascimento, que representa Thayná, afirmou que agora a babá pretende esclarecer as diferentes versões por ela ao longo do processo. Segundo a advogada, Thayná sofreu pressão para mentir durante a investigação do caso. “A Thayná respondeu a um processo de falso testemunho, ela foi coagida e pressionada a mentirosa pela Monique, que pediu a ela para apagar mensagens (do celular). Por medo, a Thayná não revelou tudo”, explicou a advogada. Vale lembrar que em março, antes do júri ser adiado, a Justiça do Rio de Janeiro teve dificuldades para localizar Thayna. Advogado obrigou Monique a mentir, disse irmão O principal depoimento deste sábado (30) foi de Bryan Medeiros, irmão de Monique. Ele afirmou aos jurados que a mãe de Henry foi orientada a mentir durante o primeiro depoimento prestado à polícia após a morte da criança. Segundo Bryan, a estratégia teria sido definida pelo advogado André França Barreto, que na época representava simultaneamente Monique e Jairinho. “A Monique foi treinada para mentir no primeiro depoimento, e a gente não tinha ideia de que seria extremamente prejudicial”, disse. Justiça retoma julgamento do caso Henry Borel; Mãe e padrasto são acusados de tortura e homicídio qualificado Jornal Nacional/ Reprodução O irmão da ré afirmou que a versão apresentada inicialmente à polícia foi construída para afastar suspeitas sobre Jairinho. “Falar que o Jairo acordou seria extremamente prejudicial. Então, ele coloca a Monique na posição de ter acordo primeiro e que não teria suspeitas”, completou. Bryan também declarou que não presenciava sinais de agressão em Henry durante a convivência com o sobrinho. “A pele dele era muito branquinha. Se tivesse alguma mancha, ficaria muito destacada na pele dele”, disse. Ao comentar as acusações de ex-companheiras de Jairinho, o irmão de Monique afirmou que passou a acreditar que havia um padrão de comportamento do ex-vereador. “Hoje eu tenho elementos para caracterizar que o modus operandi dele é semelhante a esse”. Jairinho e Monique no banco dos réus Reprodução/TV Globo Questionado pela juíza Elizabeth Machado Louro, Bryan negou que Monique tenha relatado à família quaisquer suspeitas de agressão contra Henry antes da morte da criança. Além de Bryan Medeiros, o sábado também contou com os depoimentos de Ari Mamed, ex-colega de trabalho dela, e Márcia Eduarda Andrade Vieira, que era funcionária do condomínio Majestic e responsável pela brinquedoteca do local. Mamed afirmou que considera Monique uma pessoa idônea, que nunca viu nada que a desabonasse como mãe e que era muito amada na escola em que trabalhavam. Já Márcia contou que Henry frequentava o espaço de lazer do condomínio sempre com a mãe e que Monique era simpática e brincava junto com o menino. Outras testemunhas Além de Thayná Ferreira, outras testemunhas ligadas à defesa de Monique deverão ser ouvidas pelo Tribunal do Júri. Entre elas é uma prima de Monique. A ordem das oitivas segue uma determinação judicial decorrente de um habeas corpus concedido à defesa de Jairinho. A decisão de que o ex-vereador será interrogado apenas depois de Monique, já que a mãe de Henry pretende atribuir a ele a responsabilidade pelas agressões contra a criança. Por causa dessa decisão, as testemunhas ligadas à defesa de Monique passaram a ser ouvidas antes das testemunhas de defesa de Jairinho. Jairinho durante o depoimento Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Testemunhas de defesa de Jairinho Após a conclusão das testemunhas indicadas por Monique, o júri deverá ouvir os nomes convocados pela defesa de Jairinho. Entre eles está o coronel Jairo Souza Santos, pai do ex-vereador, que deverá falar sobre a personalidade do filho e rebater as acusações apresentadas durante o julgamento. Outro foco da estratégia defensiva é a contestação das provas técnicas produzidas ao longo da investigação. Os advogados de Jairinho sustentam que há falhas na produção e interpretação dos laudos periciais e tentam dificultar a conclusão por peritos ouvidos pelo Ministério Público. A defesa também busca demonstrar aos jurados que as testemunhas de acusação foram influenciadas por Leniel Borel, pai de Henry. A tese foi reforçada pelos advogados ao longo da semana, especialmente após depoimentos de ex-namorados de Jairinho e de pessoas que relataram episódios anteriores de agressão. Enquanto isso, a defesa de Monique tenta convencer os jurados de que ela não tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho e que vivia uma relação marcada por controle, ciúmes e violência psicológica praticada por Jairinho. Com a expectativa em torno do depoimento de Thayná Ferreira, o julgamento entra neste domingo em uma fase considerada decisiva para o fechamento dos acontecimentos que antecederam a morte de Henry Borel. Jairinho e Monique Medeiros na audiência desta terça-feira (14) sobre o caso Henry Borel Brunno Dantas/TJ-RJ Depoimento de Leniel dura quase 10 horas Em um depoimento de quase 10 horas, o pai de Henry, Leniel Borel, relembrou momentos vívidos com o filho pouco antes da morte da criança e afirmou ter considerado estranhas algumas atitudes de Monique. Ao relembrar a madrugada de 8 de março de 2021, Leniel Borel contou aos jurados que recebeu uma ligação de Monique Medeiros por volta das 4h20 da manhã, quando seguiu para o trabalho em Macaé. Segundo ele, a mãe de Henry informou que o menino estava em parada cardiorrespiratória no Hospital Barra D’Or. Pouco depois, Jairinho também falou ao telefone e pediu que ele fosse até a unidade de saúde. “Vem aqui para a Barra D’Or que o Henry está em parada cardíaca”, relatou Leniel, reproduzindo a fala atribuída ao ex-vereador. O pai de Henry afirmou que chegou ao hospital cerca de 20 minutos depois e encontrou médicos tentando reanimar a criança. Emocionado, contornou que a cena o marcou profundamente. “Eu vejo meu filho cheio de marcas, deitado na maca, rígido. Eu entreguei ele bem de saúde horas antes. Aquela criança já não era meu filho.” Segundo Leniel, naquele primeiro momento Jairinho afirmou que havia acordo após ouvir um barulho e encontrar Henry caído. O pai da criança disse que a explicação apresentada pelo casal chamou sua atenção imediatamente, principalmente pela informação de que Monique teria feito os procedimentos de reanimação enquanto Jairinho dirigia até o hospital. “Eu conhecia a Monique há oito anos e ela nunca fez um curso de primeiro socorro. Qual era o mais lógico? Era o Jairinho, que é médico, fazendo os procedimentos e a Monique dirigindo. Mas não. Isso já me chamou atenção. Ligou o alerta na hora.” Durante o depoimento, Leniel também chorou ao comentar os acontecimentos que antecederam a morte do filho e afirmou acreditar que oportunidades de interrupção da situação foram perdidas ao longo das semanas anteriores. “Isso me dói, isso me machuca. Tiraram toda possibilidade do Henry se salvar e tiraram a minha oportunidade de salvar meu filho.” Jairinho durante o depoimento no caso Henry Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Estratégias de Jairinho e Monique A contestação de provas periciais é uma das principais apostas da defesa de Jairinho para tentar absolver o réu, que até esta sexta-feira foi atacada em depoimentos de ex-namoradas e da filha de uma delas. Todos citaram episódios de agressão contra eles e seus filhos, em diferentes períodos. A defesa de Jairinho nega e afirma que Leniel Borel, pai da criança, orientou como testemunhas um mentiroso para incriminar o ex-vereador. Leniel foi ouvido nesta sexta-feira (29) no II Tribunal do Júri. Ele afirmou acreditar que a morte de Henry foi premeditada. Leniel Borel após adiamento do júri da morte do filho Henrique Coelho/g1 Rio Já a defesa de Monique quer tentar provar que ela não tinha conhecimento das agressões contra o filho e que Vivia sob uma rotina de violência nas mãos de Jairinho, apontada por ela como o responsável pela morte de Henry. Os advogados querem provar aos jurados que Jairinho, além de cometer o crime, atuoso para calar testemunhas do processo, e que a babá Thayná de Oliveira Ferreira seria cúmplice de Jairinho em episódios de tortura.[/gpt3]











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