O governo federal divulgou nota sexta-feira afirmando que esta soberania nacional é inegociável.

Em referência à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas, o Brasil diz que rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos.
Segundo o governo, o Brasil é um país soberano que tem travado o combate permanente contra o PCC, Comando Vermelho e demais facções e milícias que praticam terrorismo em territórios onde vivem milhões de famílias.
Mas o terror causado por essas organizações busca obter lucro através do crime, especialmente o tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.
A nota afirma ser deplorável que membros da família Bolsonaro viajem para os Estados Unidos para defender uma intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao país.
Nesta semana, Eduardo e Flávio Bolsonaro serviram com o presidente estadunidense Donald Trump e pediram que essas facções fossem necessárias como terroristas pelos norte-americanos.
O governo do Brasil afirma que a segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores, falsos patriotas que estão envolvidos com o crime organizado e pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.
Segundo a nota, enfrentar essas organizações criminosas é e continua sendo uma prioridade do Estado brasileiro, e que o governo aprovou recentemente uma lei de combate às facções e milícias, e que conduz um programa de combate ao crime organizado em braços seus armados nas esquinas até o seu andar de cima.
Para o governo, quem define como o crime deve ser classificado e cometido dentro do Brasil são os brasileiros, suas instituições, suas leis e suas forças de segurança, e que qualquer colaboração internacional será bem-vinda, mas não será aceito o uso de medidas arbitrárias recebidas do exterior como pretexto para atacar nossa soberania e nossa economia.












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