
O publicitário Duda Lima, estrategista de marketing político do PL, cresceu numa melhora dos números do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas próximas pesquisas para a corrida presidencial, após o desgaste sofrido com a revelação das conversas do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Lima acredita que o impacto negativo inicial do episódio no qual o presidente pede dinheiro ao dono do Banco Master para financiar a cinebiografia do pai, Jair Bolsonaro (PL), tende a perder força à medida que novos fatos ocupam o centro do debate político e eleitoral.
A fala do marqueteiro foi feita nesta sexta-feira (22) no 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá (SP) com autoridades, empresários e políticos para discutir eleições e economia. Para o publicitário, estou interessado em votar seguindo as variações do noticiário e a percepção do eleitorado.
Aposta na acomodação do impacto da relação entre Flávio e Vorcaro
Lima argumenta que o escândalo do Master produziu perdas para Flávio equipamentos nos últimos dias, mas a tendência é de acomodação do impacto, sobretudo se não houver novos fatos relacionados à interação entre Vorcaro e o principal oponente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O estrago maior já passou”, disse o estrategista, argumentando que as campanhas presidenciais costumam diluir crises específicas quando outros temas passam a dominar a agenda pública. “Daqui para frente, ele volta a subir, começa a se recuperar. A eleição será muito parelha”.
Segundo Lima, a tendência é de retomada gradual do crescimento do candidato do PL nas sondagens. Ele insistiu que a oposição buscará ampliar o foco do debate, avançando para grandes temas nacionais, como situação econômica, segurança pública e falhas de gestão de Lula.
Pesquisas revelam efeito negativo do noticiário sobre a campanha de Flávio
Na visão de Lima, a inclusão de novos temas tende a beneficiar mais Flávio do que o presidente em busca da reeleição. As declarações de Duda Lima ocorreram logo após duas pesquisas recentes para a disputa pela Presidência indicarem retroceder do senador nas intenções de voto.
A AtlasIntel/Bloomberg, divulgada esta semana, mostrou Lula à frente de Flávio no segundo turno, por 48,9% a 41,8%, revertendo cenário anterior em que os candidatos estavam tecnicamente empatados. A pesquisa que reuniu 5.032 votos é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09841/2026.
Já a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) apontou Lula numericamente à frente de Flávio num eventual segundo turno, por 47% a 43%, embora ainda em situação de empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento do instituto, que entrevistou 2.004 participantes, está registrado no TSE sob o número BR-04172/2026.
Para publicitário, “humor do momento” nas pesquisas deve mudar
Segundo Duda Lima, os eleitores refletem o “humor do momento” e podem mudar rapidamente conforme novas variações entram na disputa. Ele afirmou que não acredita no apagamento completo do episódio entre Flávio e Vorcaro, mas sustenta que outros fatores passarão gradualmente a pesar mais na avaliação do eleitorado.
O publicitário defende a divulgação total dos documentos relacionados às investigações do caso Master. “Cada dia é uma novidade”, disse, afirmando que só o acesso amplo às informações permite uma avaliação equilibrada por parte do eleitor.
Ele fez ainda um apelo para que o relatório completo sobre o caso chegue ao público rapidamente. Segundo o marqueteiro, a exposição fragmentada de trechos e informações isoladas tende a amplificar danos políticos momentâneos sem permitir a compreensão integral do contexto envolvido o senador e o banqueiro.
Marqueteiro participou das campanhas de Jair Bolsonaro e Ricardo Nunes
Duda Lima ganhou notoriedade nacional ao comandar a campanha vitoriosa de Ricardo Nunes (MDB) à reeleição na Prefeitura de São Paulo, disputa numa que envolveu o hoje ministro Guilherme Boulos (PSOL) e o influenciador Pablo Marçal (União Brasil).
Ele também coordenou a campanha de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição em 2022, quando o ex-presidente foi derrotado por Lula no segundo turno por margem de 50,9% a 49,1%.












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