O Pentágono divulgou um segundo lote de documentos governamentais nesta sexta-feira (22) sobre relatos de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês), que foram descritos anteriormente.
A nova série, composta por sete arquivos de texto, vídeo e áudio, segue o lançamento, em 8 de maio, de 162 documentos focados em avistamentos de OVNIs e possíveis encontros com vida extraterrestre. Entre os documentos publicados há um relatório médico e registros do período da Guerra Fria de eventos misteriosos próximos às bases militares americanas.
O novo lote expõe uma entrevista médica com três astronautas — Charles Conrad, Richard Gordon e Alan Bean — que tripularam a missão Apollo 12 em novembro de 1969.
Os três relatos de ocorrências semelhantes envolveram flashes de luz ou rastros de luz, experiências que ocorreram no escuro, enquanto tentavam dormir. “As faixas que vi eram horizontais”, disse um membro da tripulação, de acordo com a transcrição de um áudio divulgado nesta sexta-feira. “As faixas horizontais estavam sempre um pouco acima do centro”, detalhou.
Uma das teses da Nasa após a viagem é que as características relatadas estariam relacionadas à visão dos astronautas, possivelmente afetadas pela exposição a raios cósmicos ou partículas pesadas que atravessam o olho.
Outros arquivos apresentados no novo lote incluem registros da época da Guerra Fria em que pessoas mencionam “bolas de fogo verdes” perto de instalações militares e nucleares sensíveis. Um relatório da Inteligência americana revelou cita um alto funcionário que descreveu ter observado orbes laranjas durante uma missão de helicóptero.
“A fonte falou sobre a formação de círculos concêntricos ao redor do interesse durante vários minutos, antes de ele se dissipar”, detalhando o documento.
Mesmo assim, o lote tornou-se público um dossiê de 116 páginas relacionadas ao Programa de Armas Especiais das Forças Armadas — o sucessor do Projeto Manhattan — e à Força Aérea, detalhando avistamentos e investigações realizadas entre 1948 e 1950 na Base Aérea de Sandia, no Novo México, a principal instalação de desenvolvimento de armas nucleares dos EUA desde o final da Segunda Guerra Mundial até 1971.
O documento inclui 209 avistamentos de “orbes verdes”, “discos” e “bolas de fogo” relatados nas proximidades da base militar.

Segundo o Pentágono, “testemunhas relataram ter observado personalidades não identificadas (UAPs) realizando manobras, desaparecendo da vista, sumindo ou explodindo”.
O Departamento de Guerra dos EUA enfatiza que a nova leva de arquivos contém casos não resolvidos, o que significa que o governo não chegou a uma conclusão definitiva sobre a natureza das características observadas.











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