
O regime de Belarus anunciou nesta segunda-feira (18) que suas forças armadas iniciaram exercícios militares envolvendo armas nucleares da Rússia.
Segundo informações da agência Reuters, o Ministério da Defesa bielorrusso disse em um comunicado que “durante o treinamento, em cooperação com a Rússia, está previsto o lançamento de munições nucleares e sua preparação para uso”, além de testar a prontidão militar para implantar armas nucleares em diferentes áreas do país.
Em resposta, a Ucrânia, que faz fronteira com a Bielorrússia, pediu que mais avaliações sejam aplicadas contra a Rússia e a Bielorrússia.
“Ao transformar a Bielorrússia em sua base de operações nucleares perto das fronteiras da Otan, o Kremlin está legitimando de fato a restrição de armas nucleares em todo o mundo e criando um precedente perigoso para outros regimes autoritários”, disse o Ministério das Relações Exteriores Ucranianas. A Bielorrússia tem fronteiras com três países da Otan: Polônia, Lituânia e Letônia.
Ainda que negue o envio de tropas para lutar na Ucrânia, o regime do ditador bielorrusso, Alexander Lukashenko, ajuda a Rússia na guerra contra o país vizinho.
Antes da invasão russa em fevereiro de 2022, a Bielorrússia permitiu que as forças armadas da ditadura de Vladimir Putin realizassem exercícios militares no seu território. Quando a guerra começou, tropas russas invadiram o norte da Ucrânia a partir da fronteira com Bielorrússia, buscando capturar a capital, Kiev, mas recuaram após algumas semanas de combate.
Em 2023, Lukashenko abrigou mísseis nucleares táticos russos na Bielorrússia. O regime bielorrusso também permitiu que lançadores de mísseis russos fossem implantados no seu território para ataques contra a Ucrânia.

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