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Padre denunciado por intolerância religiosa pede desculpas à família de Preta Gil em missa na PB: ‘Minhas palavras foram ofensivas’

Redação Por Redação
18 de maio de 2026
Em Notícias
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Padre denunciado por intolerância religiosa pede desculpas à família de Preta Gil em missa na PB: ‘Minhas palavras foram ofensivas’
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Padre denunciado por intolerância religiosa pede desculpas à família de Preta Gil em missa na PB: ‘Minhas palavras foram ofensivas’
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Padre denunciado por intolerância religiosa contra Preta Gil pede desculpas em missa O padre Danilo César, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba, pediu desculpas à família de Preta Gil, após declarações feitas sobre a morte da artista e religões de matriz africana no ano passado. O pedido aconteceu após um acordo com a família Gil na Justiça Cível do Rio de Janeiro, durante homilia de uma missa. Veja o vídeo acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Na conferência, realizada no domingo (10), Dia das Mães, o padre leu integralmente o pedido de desculpas previsto no acordo com a família de Preta Gil. A missa foi filmada e transmitida ao vivo pelo YouTube, como forma de colocar as desculpas no mesmo espaço onde as ofensas foram proferidas. “Reconheço que, na homilia proferida em 27 de julho de 2025, minhas palavras foram ofensivas, inocentes e que, por minha imprudência, causaram dor aos familiares de Preta Gil, motivo pelo qual lamento e me retrato publicamente”, disse. No pedido, ele cita vários componentes da família Gil diretamente, entre eles Gilberto Gil e Flora Gil. Ele também se desculpou sobre a memória de Preta Gil. No discurso, ele afirma que é necessário “respeitar as pessoas que creem de forma diferente”. “A liberdade religiosa é um dos pilares dos direitos humanos, e sem ela, o exercício de nossa própria catolicidade poderia nos ser privado ou restrito. Como consequência, todos temos que respeitar todas as pessoas que creem de forma diferente, que manifestam religiosidade de forma diversa da nossa fé católica”, ressaltou. Padre denunciado por intolerância religiosa pede desculpas à família de Preta Gil em missa na PB Youtube/Paróquia Areial Ainda está prevista também a doação de oito cestas básicas para uma instituição social por parte do padre. O termo de acordo com a família também tem como parte da Diocese de Campina Grande, responsável pela paróquia. Além do acordo direto com a família Gil no âmbito da Justiça Cíviel, que fez com que o padre deixasse de pagar R$ 370 mil em danos morais, Danilo César também fechou um acordo, este anterior, com o Ministério Público Federal (MPF), para não responder criminalmente pelas falas. Nesse outro acordo, ele tem que prestar diversos serviços como contrapartida. O acordo com o MPF Danilo César, padre denunciado por intolerância religiosa em fala sobre Preta Gil participou do ato do MPF Diogo Pinheiro/TV Cabo Branco Entre as obrigações no acordo com o MPF, o padre se comprometeu a participar de um ato inter-religioso, o que aconteceu em fevereiro, com a participação remota de Gilberto Gil, que inclusive falou sobre tudo o ocorrido. No evento, Gilberto Gil chamou de ‘agressão’ a ​​fala do padre denunciada por intolerância religiosa contra Preta Gil. Entre outros pontos acordados no MPF naquela época, estão: Leitura e produção de resenhas manuscritas das obras A Justiça e a Mulher Negra (Lívia Santana) e Cultos Afro-Paraibanos (Valdir Lima), preferencialmente capítulo a capítulo, para garantir a compreensão geral; Produção de revisão manuscrita do documentário Obatalá, o Pai da Criação; Cumprimento de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa, com certificados válidos, podendo somar cursos diferentes, inclusive na modalidade EAD com controle de presença; Até o fim de junho, é obrigatório entregar 3 resenhas manuscritas e no mínimo 20 horas certificadas de cursos; Pagamento de R$ 4.863,00, em até 5 dias, via Pix para a Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE); “Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?” Associação denuncia padre por intolerância religiosa ao citar a morte de Preta Gil, na PB O caso ocorreu no dia 27 de julho. Durante uma homilia, o padre citou a morte da cantora Preta Gil, nos Estados Unidos, vítima de um câncer colorretal, associando a fé dela em religiões de matriz afro-indígenas à morte e sofrimento. A missa foi transmitida ao vivo pelo Youtube da paróquia de São José, em Areial. O vídeo foi retirado do ar após grande repercussão nas redes sociais. “Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse. As declarações com cunho de intolerância religiosa também aconteceram em relação aos fiéis para os quais o padre estava presidindo a missa. Ele chegou a se referir às religiões de matriz afro-indígenas como “coisas ocultas” e que desejava “que o diabo levasse” quem procurasse essa prática. “E tem seguinte católico que pede essas coisas ocultas, eu só queria que o diabo viesse e levasse. No dia quando acordar lá, acordar com calor no inferno, você não sabe o que vai fazer. Tem gente que não vai aqui (Areial), mas vai em Puxinanã, em Pocinhos, mas eu fico descoberto. Não deixe essa vida não pra você ver o que acontece. A conta que a besta fera cobra é bem baratinha”, disse A fala foi considerada como preconceituosa pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, da região de Areial. O presidente da instituição, Rafael Generiano, fez um boletim de ocorrência contra as falas do padre por intolerância religiosa à época. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
Padre denunciado por intolerância religiosa contra Preta Gil pede desculpas em missa O padre Danilo César, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba, pediu desculpas à família de Preta Gil, após declarações feitas sobre a morte da artista e religões de matriz africana no ano passado. O pedido aconteceu após um acordo com a família Gil na Justiça Cível do Rio de Janeiro, durante homilia de uma missa. Veja o vídeo acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Na conferência, realizada no domingo (10), Dia das Mães, o padre leu integralmente o pedido de desculpas previsto no acordo com a família de Preta Gil. A missa foi filmada e transmitida ao vivo pelo YouTube, como forma de colocar as desculpas no mesmo espaço onde as ofensas foram proferidas. “Reconheço que, na homilia proferida em 27 de julho de 2025, minhas palavras foram ofensivas, inocentes e que, por minha imprudência, causaram dor aos familiares de Preta Gil, motivo pelo qual lamento e me retrato publicamente”, disse. No pedido, ele cita vários componentes da família Gil diretamente, entre eles Gilberto Gil e Flora Gil. Ele também se desculpou sobre a memória de Preta Gil. No discurso, ele afirma que é necessário “respeitar as pessoas que creem de forma diferente”. “A liberdade religiosa é um dos pilares dos direitos humanos, e sem ela, o exercício de nossa própria catolicidade poderia nos ser privado ou restrito. Como consequência, todos temos que respeitar todas as pessoas que creem de forma diferente, que manifestam religiosidade de forma diversa da nossa fé católica”, ressaltou. Padre denunciado por intolerância religiosa pede desculpas à família de Preta Gil em missa na PB Youtube/Paróquia Areial Ainda está prevista também a doação de oito cestas básicas para uma instituição social por parte do padre. O termo de acordo com a família também tem como parte da Diocese de Campina Grande, responsável pela paróquia. Além do acordo direto com a família Gil no âmbito da Justiça Cíviel, que fez com que o padre deixasse de pagar R$ 370 mil em danos morais, Danilo César também fechou um acordo, este anterior, com o Ministério Público Federal (MPF), para não responder criminalmente pelas falas. Nesse outro acordo, ele tem que prestar diversos serviços como contrapartida. O acordo com o MPF Danilo César, padre denunciado por intolerância religiosa em fala sobre Preta Gil participou do ato do MPF Diogo Pinheiro/TV Cabo Branco Entre as obrigações no acordo com o MPF, o padre se comprometeu a participar de um ato inter-religioso, o que aconteceu em fevereiro, com a participação remota de Gilberto Gil, que inclusive falou sobre tudo o ocorrido. No evento, Gilberto Gil chamou de ‘agressão’ a ​​fala do padre denunciada por intolerância religiosa contra Preta Gil. Entre outros pontos acordados no MPF naquela época, estão: Leitura e produção de resenhas manuscritas das obras A Justiça e a Mulher Negra (Lívia Santana) e Cultos Afro-Paraibanos (Valdir Lima), preferencialmente capítulo a capítulo, para garantir a compreensão geral; Produção de revisão manuscrita do documentário Obatalá, o Pai da Criação; Cumprimento de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa, com certificados válidos, podendo somar cursos diferentes, inclusive na modalidade EAD com controle de presença; Até o fim de junho, é obrigatório entregar 3 resenhas manuscritas e no mínimo 20 horas certificadas de cursos; Pagamento de R$ 4.863,00, em até 5 dias, via Pix para a Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE); “Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?” Associação denuncia padre por intolerância religiosa ao citar a morte de Preta Gil, na PB O caso ocorreu no dia 27 de julho. Durante uma homilia, o padre citou a morte da cantora Preta Gil, nos Estados Unidos, vítima de um câncer colorretal, associando a fé dela em religiões de matriz afro-indígenas à morte e sofrimento. A missa foi transmitida ao vivo pelo Youtube da paróquia de São José, em Areial. O vídeo foi retirado do ar após grande repercussão nas redes sociais. “Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse. As declarações com cunho de intolerância religiosa também aconteceram em relação aos fiéis para os quais o padre estava presidindo a missa. Ele chegou a se referir às religiões de matriz afro-indígenas como “coisas ocultas” e que desejava “que o diabo levasse” quem procurasse essa prática. “E tem seguinte católico que pede essas coisas ocultas, eu só queria que o diabo viesse e levasse. No dia quando acordar lá, acordar com calor no inferno, você não sabe o que vai fazer. Tem gente que não vai aqui (Areial), mas vai em Puxinanã, em Pocinhos, mas eu fico descoberto. Não deixe essa vida não pra você ver o que acontece. A conta que a besta fera cobra é bem baratinha”, disse A fala foi considerada como preconceituosa pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, da região de Areial. O presidente da instituição, Rafael Generiano, fez um boletim de ocorrência contra as falas do padre por intolerância religiosa à época. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba[/gpt3]

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